Dólar dispara no exterior após vitória de Trump, mas real se fortalece na expectativa de pacote fiscal

O dólar à vista fechou com queda expressiva diante do real nesta quarta-feira, na contramão do movimento de forte valorização da moeda americana no exterior.

A divisa iniciou o dia em alta e chegou a subir quase 2% frente ao real, mas houve uma reversão das apostas a partir da hora do almoço, com investidores focando no anúncio das medidas de corte de gastos do governo, que deve ocorrer nos próximos dias.

No exterior, a moeda avançou sobre os pares, diante da avaliação de que Trump adotará uma política expansionista e protecionista, o que deve prejudicar as exportações principalmente da China, além de gerar mais inflação nos EUA.

Desta forma, o Fed seria obrigado a encurtar seu ciclo de afrouxamento, levando os juros para um patamar não tão baixo como previsto anteriormente.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,26%, a R$ 5,6759, após oscilar entre R$ 5,6659 e R$ 5,8619. Às 17h08, o dólar futuro para dezembro caía 1,36%, a R$ 5,68750.

Lá fora, o índice DXY avançava 1,59%, aos 105,063 pontos, depois de bater na máxima do dia, aos 105,441. O euro recuava 1,74%, a US$ 1,0737. A libra perdia 1,06%, a US$ 1,2894. E, no Japão, o dólar avançava 1,91%, para 154,44 ienes.

(Téo Takar)

Totvs vira o sinal e se destaca entre as maiores perdas

Depois de abrirem o dia caminhando para a sexta sessão de alta seguida, as ações da Totvs, que divulga o balanço do 3TRI após o fechamento, viraram o sinal para o negativo, realizando os lucros recentes.

Por volta das 17h01, o ativo recuava 3,05%, a R$ 33,37, em destaque entre as maiores perdas do Ibovespa.

Segundo fontes do Broadcast, a taxa de aluguel da Totvs bateu 499% em meio à expectativa de que a empresa conseguirá comprar a Linx da Stone por um preço menor do que quando tentou há quatro anos.

Petróleo recua com disparada do dólar e aumento de estoques nos EUA, mas vitória de Trump limita queda

O petróleo fechou em baixa nesta quarta-feira, diante do aumento expressivo nos estoques dos EUA na última semana e da disparada do dólar (DXY +1,54%), que enfraquece os preços da commodity.

Porém, os preços fecharam longe das mínimas do dia, após rumores de que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, deve endurecer as sanções contra o Irã, o que poderia colaborar para a redução da oferta pelo país árabe.

Além disso, é sabido que Trump é contra as fontes alternativas de energia e defende o uso dos combustíveis fósseis.

O DoE informou hoje que estoques de petróleo dos EUA subiram 2,149 milhões de barris na última semana, enquanto a previsão dos analistas era de estabilidade. Os estoques de gasolina também subiram (+412 mil barris), na contramão da expectativa (-900 mil).

O Brent para janeiro recuou 0,80%, a US$ 74,92 por barril, na ICE. E o WTI para dezembro caiu 0,41%, a US$ 71,69 por barril, na Nymex.