Na Europa, DAX sobe apesar de crise no governo alemão; FTSE100 cai após recado hawkish do BoE

As bolsas europeias repercutiram apenas hoje a euforia vista em outros mercados ontem, após a confirmação de Donald Trump como presidente dos EUA. A exceção foi Londres, que registrou leve baixa após o BoE seguir o roteiro e anunciar corte de 25 pb nos juros britânicos.

Porém, o presidente do BoE, Andrew Bailey, deixou claro que as taxas não cairão aos níveis extremamente baixos que estavam antes do último ciclo de aperto.

Na Alemanha, o DAX registrou forte alta apesar da crise interna, após o chanceler Olaf Scholz, demitir o ministro das Finanças, Christian Lindner, presidente do Partido Democrático Livre, de viés amigável ao mercado. Além disso, a produção industrial encolheu mais do que o esperado.

No fechamento, o índice FTSE-100, de Londres, marcava baixa de 0,24%. O DAX, de Frankfurt, subiu 1,70%. O CAC40, de Paris, registrou alta de 0,76%. E o índice Stoxx600 terminou em alta de 0,64%, aos 510,04 pontos.

Ibovespa recua, com foco no pacote fiscal; vitória de Trump impulsiona NY, que registra novos recordes

[6/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Diante da perspectiva protecionista do próximo governo de Donald Trump, vitorioso nas eleições presidenciais americanas, o Ibovespa operou no campo negativo nesta quarta-feira, mas reduziu o ritmo de perdas, fechando em baixa de 0,24%, aos 130.340,92 pontos, com volume de R$ 24,2 bilhões.

O foco principal do mercado local continuou sendo a expectativa sobre o pacote fiscal do governo.

A maior valorização foi de Gerdau (+9,61%; R$ 19,96), seguida por Metalúrgica Gerdau (+9,15%; R$ 11,33), movimento apoiado no balanço do 3TRI do grupo.

Petrobras ON caiu 0,10% (R$ 38,11) e Petrobras PN teve leve alta de 0,03% (R$ 35,40). Já Vale teve queda de 1,13%, a R$ 61,42.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,26%, a R$ 5,6759, na contramão da forte valorização da moeda americana no exterior. Os juros futuros tiveram uma sessão volátil.

Em NY, o resultado do pleito impulsionou os índices, que alcançaram novo recorde de fechamento. Dow Jones subiu 3,57% (43.729,93). S&P500 ganhou 2,53% (5.929,04). Nasdaq avançou 2,95% (18.983,47).

Também efeito do desfecho eleitoral, os retornos dos Treasuries dispararam.

(Igor Giannasi)

Juros curtos disparam com vitória de Trump, enquanto médios e longos ficam de lado, à espera de pacote fiscal

Os juros futuros tiveram uma sessão volátil nesta quarta-feira, por conta do resultado das eleições nos EUA e da expectativa sobre o pacote do governo para reduzir gastos.

No fechamento, as taxas de vencimentos médios e longos registravam ganhos moderados, influenciados pelo avanço dos juros dos Treasuries, mas limitados pelo otimismo de que as medidas fiscais serão anunciadas em breve.

Pela manhã, Fernando Haddad disse que já encerrou a rodada de reuniões com outros ministros do governo e que “todos estão conscientes da tarefa de reforçar o arcabouço fiscal”.

Já os vencimentos curtos subiram até 16 pb, diante da avaliação de que o Copom terá que subir ainda mais a Selic para fazer frente à alta do dólar e às pressões inflacionárias globais em um governo Trump. O mercado dá como certa uma alta 0,5 pp na reunião do Comitê que acabará logo mais.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 12,975% (de 12,815% no fechamento de ontem); Jan/27 a 13,045% (12,945%); Jan/29 a 12,990% (12,930%); Jan/31 a 12,890% (12,860%); Jan/33 a 12,770% (12,760%).

(Téo Takar)