Boatos sobre pacote de gastos deixam juros futuros voláteis após Copom e Fed

Os juros futuros tiveram mais uma sessão volátil nesta quinta-feira, com investidores reagindo às expectativas e rumores sobre as medidas de corte de gastos do governo. Já a decisão do Copom, ontem à noite, não trouxe maiores novidades e pouco interferiu no comportamento das taxas.

No meio da tarde, o mercado estressou com a informação de que havia duas propostas na mesa de Lula, uma de R$ 15 bilhões e outra de R$ 10 bilhões. Ambas estariam muito abaixo dos R$ 30 bilhões que os economistas consideram o mínimo necessário para que o governo reduza despesas e cumpra a meta fiscal.

Porém, a informação foi desmentida pela Fazenda pouco depois, com as discussões sobre o pacote ainda em andamento no Planalto e sem previsão de divulgação hoje.

No fim da tarde, a decisão do Fed e as declarações de Jerome Powell aceleraram a queda dos juros dos Treasuries, o que colaborou para o recuo das taxas longas por aqui.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 tinha leve alta, aos 13,005% (de 12,975% no fechamento de ontem); Jan/27 a 13,025% (13,045%); Jan/29 a 12,850% (12,990%); Jan/31 a 12,730% (12,890%); e Jan/33 a 12,600% (12,770%).

(Téo Takar)

Dólar fica de lado diante do real, à espera de corte de gastos; no exterior, moeda passa por correção

O dólar à vista continuou descolado do exterior nesta quinta-feira e fechou quase estável diante do real. Aqui, mais uma vez, as expectativas sobre o pacote de corte de gastos pautaram o câmbio.

Rumores de que os cortes ficariam entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões levaram a moeda americana à máxima do dia no meio da tarde. O valor especulado seria muito menor do que o piso de R$ 30 bilhões que o mercado anseia. O rumor foi desmentido pouco depois pelo ministério da Fazenda.

No exterior, o dólar teve uma sessão de correção, depois da forte alta de ontem, motivada pela eleição de Donald Trump. A libra se fortaleceu após a decisão do BoE. Embora o BC britânico tenha cortado os juros em 25 pb como esperado, Andrew Bailey disse que os juros não voltarão a ‘níveis muito baixos’.

Já a decisão do Fed não trouxe maiores surpresas. Jerome Powell repetiu que as decisões serão tomadas a cada reunião, mas observou que a inflação segue fazendo progresso em direção à meta.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,01%, a R$ 5,6753, após oscilar entre R$ 5,6343 e R$ 5,7237. Às 17h07, o dólar futuro para dezembro caía 0,75%, a R$ 5,6840.

Lá fora, o DXY recuava 0,67%, para 104,379 pontos. O euro subia 0,67%, a US$ 1,0799. E a libra ganhava 0,80%, a US$ 1,2983.

(Téo Takar)

Minerva se destaca entre as perdas influenciada pelo custo do boi

Papéis da Minerva se destacam entre as maiores perdas do Ibovespa, recuando, por volta das 17h06, 5,42%, a R$ 5,58, na mínima do dia.

Para analistas, a tendência é influenciada especialmente pelo custo do boi, já que o balanço do 3TRI da empresa foi considerado positivo pelo mercado. A avaliação é de que, após rali recente nos preços do boi gordo, o ciclo do gado atual tende a pressionar a margem da companhia.

Entre seus pares, o movimento baixista ocorre devido a uma realização dos lucros recentes. Também na lista, BRF caía 5,23% (R$ 24,62). Marfrig perdia 3,11%, a R$ 15,57. JBS cedia 2,41% (R$ 36,07).