Petróleo recua com dólar forte e decepção com China, mas acumula ganho de 1% na semana

Os preços do petróleo fecharam em baixa expressiva nesta sexta-feira, como reflexo da forte alta do dólar frente a outras moedas (DXY +0,52%) e da decepção dos investidores com as novas medidas de estímulo anunciadas hoje pela China.

O mercado já havia reagido negativamente ao fato de as importações de petróleo do país asiático terem caído pelo sexto mês seguido em outubro (-9%).

Também colaborou para a baixa da commodity o fato de o furacão Rafael estar se enfraquecendo no Golfo do México, o que deve gerar menos impacto sobre a produção americana.

O Brent para janeiro caiu 2,32%, a US$ 73,87 por barril, na ICE. E o WTI para dezembro recuou 2,73%, a US$ 70,38 por barril, na Nymex.

Na semana, porém, os contratos subiram 1,05% e 1,28%, respectivamente.

Petrobras volta a ganhar tração com perspectiva de pagamento de dividendos extraordinários

Depois de perderem levemente o ímpeto, os papéis da Petrobras voltaram a ganhar tração e se destacam entre as maiores altas do Ibovespa.

O movimento ocorre em meio à perspectiva pelo pagamento de dividendos extraordinários, a depender da aprovação do Plano Estratégico 2025-2029, prevista para 21 de novembro, segundo o CFO da estatal, Fernando Melgarejo.

Por volta das 16h39, Petrobras ON registrava +1,80% (R$ 39,07) e Petrobras PN, +2,08% (R$ 35,25).

Aversão ao risco contamina Alpargatas, mesmo reportando melhora no 3TRI

Na liderança entre as maiores perdas do Ibovespa, as ações da Alpargatas são contaminadas pela aversão ao risco que predomina na sessão desta sexta-feira, apesar de ter apresentado melhor nos resultados do 3TRI.

A empresa reportou um lucro líquido consolidado de R$ 57,3 milhões no período, revertendo prejuízo de R$ 8,5 milhões de um ano antes.

Por volta das 16h24, o papel da Alpargatas recuava 7,90%, a R$ 6,53, logo depois de passar por leilão.