Ibovespa recua em meio a aversão ao risco com espera de pacote; NY tem alta moderada com Fed e Trump
[8/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em mais um dia de espera pelo anúncio do pacote de corte de gastos do governo, a aversão ao risco predominou no Ibovespa, que fechou em baixa de 1,43%, aos 127.829,80 pontos, com volume de R$ 29,9 bilhões. Na semana, o índice acumulou queda de 0,23%.
Contribuiu para a performance a forte baixa da Vale (-4,61%; R$ 60,63), em uma sessão desfavorável para as metálicas diante da decepção dos investidores com os estímulos econômicos da China.
Por outro lado, Petrobras ON registrou +1,82% (R$ 39,08) e Petrobras PN, +1,89% (R$ 36,18), tendência apoiada no balanço da estatal e na expectativa de pagamento de dividendos extraordinários.
Os juros futuros subiram após IPCA de outubro ter vindo acima do esperado e o dólar fechou em alta expressiva diante do real (+1,07%; R$ 5,7359).
Em NY, após a decisão do Fed de cortar os juros e ainda sob o efeito Trump, as bolsas fecharam em alta moderada. Dow Jones subiu 0,59% (43.988,99). S&P500 ganhou 0,38% (5.995,54). Nasdaq avançou 0,09% (19.286,78).
Na semana, os índices acumulam ganhos de, respectivamente, 4,61%, 4,66% e 5,74. Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
(Igor Giannasi)
Juros futuros sobem após IPCA acima do esperado, recado do Copom sobre fiscal e indefinição sobre gastos
Os juros futuros ganharam prêmio nesta sexta-feira, especialmente nos vencimentos curtos, após o IPCA de outubro subir 0,56%, acima dos 0,54% esperados pelos economistas, e atingindo 4,76% em 12 meses, acima do teto da meta do BC.
A decisão de ontem do Copom também colaborou para o avanço das taxas, uma vez que o Comitê endureceu o tom sobre a questão fiscal e deixou a porta aberta para novas altas da Selic. Os vencimentos médios e longos chegaram a acumular alta de 16 pb no começo da tarde com a disparada do dólar, mas o alívio do câmbio no fim da sessão tirou pressão dos DIs.
A falta de novidades sobre as medidas de corte de gastos do governo também contribuiu para manter os juros com viés de alta.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,060% (de 13,005% no fechamento de ontem); jan/27 a 13,090% (13,025%); Jan/29 a 12,925% (12,850%); Jan/31 a 12,760% (12,730%); Jan/33 a 12,620% (12,610%).
(Téo Takar)
Dólar se valoriza no mundo com primeiros passos de Trump e decepção com estímulos da China
O dólar fechou em alta expressiva diante do real nesta sexta-feira, influenciado tanto por fatores externos como por questões domésticas.
Lá fora, investidores ficaram decepcionados com o novo estímulo fiscal anunciado pela China, o que penalizou as commodities e, por tabela, as moedas de países produtores, como o peso chileno (+2,34%, a 972,0 pesos/dólar).
O dólar também se fortaleceu frente aos pares por causa das primeiras sinalizações dadas por Donald Trump como presidente eleito. Segundo o Financial Times, ele vai indicar Robert Lighthizer, famoso por sua defesa do protecionismo, para cuidar do comércio exterior, cargo que ele já ocupou no 1º governo Trump.
A notícia atingiu em cheio o peso mexicano (+2,02%, a 20,20 pesos/dólar).
Por aqui, segue o mistério sobre as medidas de contenção de gastos do governo e nada indica que elas sairão hoje. Além disso, a inflação de outubro ficou acima do esperado, estourando o teto da meta do BC em 12 meses.
O dólar à vista fechou em alta de 1,07%, a R$ 5,7359, após oscilar entre R$ 5,7276 e R$ 5,7908. Na semana, porém, a moeda caiu 2,27%.
Às 17h02, o dólar futuro para dezembro tinha alta de 0,66%, a R$ 5,7475.
Lá fora, o índice DXY subia 0,48%, aos 105,011 pontos. O euro caía 0,87%, a US$ 1,0711. E a libra perdia 0,60%, a US$ 1,2911.
(Téo Takar)