Embraer estende ganhos do último pregão após acordo entre Brasil e Suécia
Em destaque no ranking positivo do Ibovespa, papéis da Embraer amplias as altas, estendendo os ganhos do último pregão, quando reagiram ao balanço do 3TRI.
O movimento de hoje também é influenciado pela notícia de que a Suécia selecionou oficialmente o C-390 Millennium como seu próximo avião tático. No sábado, o Brasil e o país europeu assinaram uma carta de intenções para promover um negócio casado no qual a FAB comprará mais caças Saab Gripen, enquanto a Suécia irá adquirir o modelo da Embraer.
Por volta das 14h31, a ação da companhia valorizava 3,63%, a R$ 55,74.
Bolsas da Europa passam por recuperação com expectativa de afrouxamento mais rápido pelo BCE
As bolsas europeias subiram nesta segunda-feira, em movimento de recuperação das perdas da semana passada, com investidores avaliando que o BCE terá que acelerar os cortes de juros para fazer frente às ameaças protecionistas de Donald Trump e conseguir sustentar o crescimento da economia do bloco.
O euro atingiu seu menor nível em cerca de cinco meses ante o dólar. A situação política e econômica na Alemanha também preocupa.
Os investidores seguem na expectativa pela divulgação de dados importantes nesta semana, como o CPI dos EUA e o PIB da zona do euro, além de uma nova rodada de falas dos presidentes dos principais BCs globais.
No fechamento, o FTSE100, de Londres, subiu 0,65%; o DAX, de Frankfurt, ganhou 1,21%; o CAC40, de Paris, avançou 1,20%. O índice Stoxx600 fechou em alta de 1,13%, aos 512,37 pontos.
Wall Street comemora vitória de Trump, enquanto outros mercados sentem impacto
A vitória de Donald Trump foi o grande evento desta semana. O mercado americano respirou aliviado, não apenas pelo fato de o republicano ser contra a taxação de fortunas e empresas, mas pelo fato de o resultado da eleição presidencial ter saído rapidamente e com uma margem expressiva de delegados em relação a Kamala Harris, eliminando um fator de incerteza que poderia se arrastar por semanas.
Se Wall Street comemorou, a China, Europa e mercados emergentes já começaram a sentir os impactos da escolha de Trump, com forte desvalorização de suas moedas diante da expectativa de um governo mais protecionista.
Ainda nos EUA, o Fed seguiu o roteiro e cortou os juros em 25 pb, mas deixou em aberto quais serão os próximos passos da política monetária.
Por aqui, o Copom também não trouxe surpresas, mas elevou o tom em relação ao risco fiscal. E mais uma semana termina sem qualquer sinal do pacote de cortes de gastos.
Bom fim de semana! (Téo Takar)