Juros futuros voltam a subir na esteira do dólar e ausência de pacote fiscal

Os juros futuros operaram em alta durante quase toda a sessão desta segunda-feira, pressionados pelo avanço do dólar e pela falta de notícias sobre o pacote fiscal prometido pelo governo há mais de três semanas. No fim da tarde, as taxas mostraram algum alívio, em linha com o arrefecimento do câmbio.

Os investidores não contaram com o referencial dos Treasuries devido ao feriado nos EUA.

O boletim Focus voltou a mostrar deterioração nas expectativas de inflação, com a projeção para 2024 subindo de 4,59% para 4,62%; de 2025, de 4,03% para 4,10%; e de 2026, de 3,61% para 3,65%.

No fechamento, o DI para Janeiro de 2026 marcava 13,115% (de 13,060% na 6ªF); Jan/27 a 13,200% (13,090%); Jan/29 a 12,975% (12,925%); Jan/31 a 12,820% (12,760%); e Jan/33 a 12,690% (12,620%).

(Téo Takar)

Sem novidade sobre pacote fiscal, dólar segue exterior e avança sob efeito de Trump e China

O dólar à vista seguiu a tendência externa de fortalecimento da moeda americana após a eleição de Donald Trump e fechou em alta perante o real nesta segunda-feira, porém longe das máximas atingidas ainda pela manhã.

O real e outras moedas de países produtores de commodities também voltaram a ser penalizadas pela queda nos preços dos insumos básicos, em função das incertezas sobre a demanda da China, após os estímulos anunciados pelo governo chinês na sexta-feira decepcionarem o mercado.

No ambiente doméstico, mais uma vez prevaleceu o clima de cautela, com o mercado à espera do anúncio de medidas de corte de gastos.

O dólar à vista fechou em alta de 0,59%, a R$ 5,7695, após oscilar entre R$ 5,7630 e R$ 5,8164. Às 17h02, o dólar futuro para dezembro subia 0,37%, a R$ 5,7755.

Lá fora, o índice DXY avançava 0,50%, para 105,518 pontos. O euro caía 0,60%, a US$ 1,0653. E a libra perdia 0,45%, a US$ 1,2865.

(Téo Takar)

Petróleo despenca com dólar, incerteza sobre demanda chinesa e expectativa de aumento da produção nos EUA

O petróleo registrou queda expressiva nesta segunda-feira, pressionado pela alta do dólar sobre as principais moedas (DXY +0,51%), ainda na esteira da vitória de Donald Trump.

Além disso, aumentaram as incertezas sobre a demanda chinesa, após a nova rodada de estímulos econômico, anunciada por Pequim na sexta-feira, ter ficado aquém das expectativas.

O mercado também monitora possíveis incentivos do novo governo Trump para aumentar a produção americana de óleo e gás.

O Brent para janeiro caiu 2,76%, a US$ 71,83 por barril, na ICE. E o WTI para dezembro recuou 3,32%, a US$ 68,04 por barril, na Nymex.