Petrobras avança em linha com petróleo e com licença para exploração da Margem Equatorial no radar

As ações da Petrobras operam com ganhos firmes, em linha com a valorização do petróleo, sobressaindo-se de seus pares juniores, que performam sem direção única.

Segundo analistas, também influi no movimento os sinais de que a petrolífera deve conseguir a licença do Ibama para a exploração da Margem Equatorial.

Por volta das 16h03, Petrobras PN subia 2,01% (R$ 36,98), figurando entre as maiores altas do Ibovespa, e Petrobras ON avançava 1,56% (R$ 39,75).

Por sua vez, Petrorio tinha elevação de 0,28%, a R$ 39,42. Já Petrorecôncavo caía 1,63%, a R$ 18,16, e Brava Energia baixava 0,56%, a R$ 15,99.

Ouro recua diante de dólar forte e alta dos juros dos Treasuries

O ouro voltou a cair nesta terça-feira, pressionado pelo avanço do dólar frente aos pares (DXY +0,50%) e pela alta dos juros dos Treasuries (T-Note de 10 anos a 4,4270%) que, por sua vez, repercutem a expectativa de alta da inflação americana em um governo Trump.

O contrato do metal precioso para dezembro caiu 0,43%, a US$ 2.606,30 por onça-troy na Comex.

Dólar e juros sobem com demora do governo em definir ajuste fiscal; bolsas em NY realizam ganhos

[12/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

A indefinição sobre o pacote de medidas fiscais do governo Lula e o “Trump trade” mantêm dólar e juros futuros em alta nesta tarde.

A moeda americana vinha relativamente comportada diante do real no início da tarde, mas passou a testar máximas do dia há pouco (+0,50%, a R$ 5,7946), assim como os DIs (Jan27 a 13,380%; Jan31 a 13,040%), após apuração de Thomas Traumann na GloboNews.

Segundo o jornalista, Lula estaria incomodado com a proposta de Haddad de limitar o reajuste do salário mínimo a 2,5% acima da inflação, mesmo parâmetro do arcabouço.

A medida entraria em choque com uma promessa de campanha do presidente, de conceder reajustes acima da inflação mais variação do PIB de 2 anos, além de causar tensões dentro do PT. Diante do impasse, Lula estaria sendo orientado por ministros a deixar o anúncio das medidas para depois da reunião do G20 no Rio, que acontece nos dias 19 e 20.

O Ibovespa também sente o mau humor doméstico e cai 0,31%, aos 127.473 pontos. Em NY, as bolsas passam por correção (Dow Jones -0,83%; S&P500 -0,66%; Nasdaq -0,65%) após sequência de altas depois da eleição de Trump.

O dólar segue batendo os pares (DXY +0,50%) e principalmente as divisas emergentes, como os pesos mexicano (+1,48%, a 20,64 pesos) e colombiano (+2,04%, a 4448,50 pesos). Os juros dos Treasuries voltaram do feriado apontando para cima (T-Note de 10 anos a 4,4275%).

(Téo Takar)