Dólar fica de lado frente ao real, apesar de indefinição sobre pacote fiscal, mas volta a disparar no exterior

O dólar à vista terminou estável diante do real nesta terça-feira, descolado do forte movimento de alta da divisa americana no exterior, especialmente sobre as divisas emergentes.

Durante a tarde, o câmbio mostrou alguma volatilidade, em meio a possibilidade de o governo adiar o anúncio do pacote de corte de gastos para o fim da próxima semana, após a reunião do G20.

No exterior, o dólar segue em tendência de alta desde a eleição de Trump, com o mercado avaliando que o governo do republicano será mais protecionista e inflacionário, o que pode levar o Fed a manter os juros em patamar mais alto do que o esperado anteriormente.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,03%, a R$ 5,7714, após oscilar entre R$ 5,7541 e R$ 5,7986. Às 17h02, o dólar futuro para dezembro também subia 0,03%, a R$ 5,7810.

Lá fora, o índice DXY subia 0,45%, aos 106,013 pontos. O euro caía 0,42%, para US$ 1,0612. E a libra perdia 1,03%, a US$ 1,2739.

(Téo Takar)

Petróleo ensaia recuperação e fecha em leve alta, apesar de revisão para baixo na demanda pela Opep

O petróleo fechou em leve alta nesta terça-feira, corrigindo parte das perdas da ordem de 5% nas últimas sessões.

A recuperação modesta ocorreu a despeito da alta do dólar e da revisão para baixo nas projeções da Opep sobre a demanda global da commodity em 2024 e 2025.

O mercado deve se concentrar agora nos dados semanais de estoques dos EUA.

O Brent para janeiro subiu 0,08%, a US$ 71,89 por barril, na ICE. O WTI para dezembro ganhou 0,12%, a US$ 68,12 por barril, na Nymex.

Vale amplia perdas em seu 3º pregão seguido no campo negativo

Em seu terceiro pregão seguido no campo negativo, papéis da Vale ampliam as perdas, recuando, por volta das 16h43, 2,30%, a R$ 57,30, em meio à decepção do mercado com os estímulos chineses, afetando outras metálicas.

De acordo com o Broadcast, com o movimento, a mineradora perdeu R$ 28,6 bilhões em valor de mercado no intervalo entre 7 de novembro e hoje, chegando a R$ 259,9 bilhões.