Bolsas europeias recuam com preocupações sobre crise política na Alemanha e protecionismo dos EUA

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa, novamente pressionadas pelas perspectivas protecionistas de um novo governo Trump nos EUA e pela crise política na Alemanha, principal economia do bloco.

O membro do BCE François Villeroy de Galhau disse que a agenda de Trump pode trazer a inflação de volta aos EUA e prejudicar o crescimento global. O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, alertou que as novas tarifas planejadas pelo republicano podem custar à Alemanha 1% do PIB.

Ainda na Alemanha, o chanceler Olaf Scholz concordou em realizar um voto de confiança em 16/12 e marcou as eleições parlamentares para 23 de fevereiro.

Em Londres, o FTSE100 registrou leve alta de 0,06%. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,16%. Em Paris, o CAC40 recuou 0,14%. E o índice Stoxx 600 fechou em baixa de 0,13%, aos 501,59 pontos.

Ibovespa tem leve baixa com metálicas e bancos pesando; NY realiza lucros após recordes da véspera

[12/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Diante da falta de novidades concretas sobre o pacote fiscal do governo, o Ibovespa fechou em leve baixa de 0,14%, aos 127.698,32 pontos, com volume de R$ 24,3 bilhões.

A performance negativa de papéis de metálicas e do sistema financeiro pesaram sobre o índice. Vale recuou 2,27% (R$ 57,32), em seu terceiro pregão seguido de perda expressiva.

Por outro lado, Petrobras ON subiu 0,97% (R$ 39,52) e Petrobras PN ganhou 1,88% (R$ 36,93), em linha com a recuperação do petróleo.

O dólar à vista fechou de lado (+0,03%; R$ 5,7714) e os juros futuros avançaram (DI Jan26 a 13,185%).

Em NY, após os recordes de fechamento da véspera, as bolsas ficaram no vermelho, em realização. Dow Jones caiu 0,86% (43.910,98). S&P500 cedeu 0,29% (5.983,99). Nasdaq perdeu 0,09% (19.281,40).

Na volta do feriado, os retornos dos Treasuries avançaram, diante da expectativa de que o próximo governo Trump adote medidas inflacionárias.

(Igor Giannasi)

Juros futuros pegam carona na alta dos Treasuries enquanto medidas de corte de gastos não saem

Os juros futuros avançaram nesta terça-feira, com os vencimentos médios e longos embalados principalmente pelo avanço das taxas dos Treasuries, diante da ausência de novidades sobre o pacote de gastos prometido pelo governo.

Os DIs testaram as máximas do dia em meio a rumores de que o governo poderia adiar o anúncio em mais uma semana, mas se acomodaram com a informação de que Haddad deve apresentar as propostas a Lira e Pacheco ainda hoje.

Já as taxas curtas repercutiram a Ata do Copom que confirmou o tom duro do comunicado sobre a questão fiscal e alimentando as apostas de uma aceleração no ritmo de aperto em dezembro, a depender do que o governo apresentar nos próximos dias.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,185% (de 13,115% o fechamento de ontem); Jan/27 a 13,345% (13,200%); Jan/29 a 13,165% (12,975%); Jan/31 a 13,010% (12,820%); e Jan/33 a 12,880% (12,690%).

(Téo Takar)