Juros futuros fecham perto da estabilidade, após sessão volátil com câmbio e fiscal
Os juros futuros fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira, após mais uma sessão de intensa volatilidade.
A alta do dólar e a indefinição sobre o pacote de corte de gastos do governo estressaram os DIs ao longo do dia, mas as taxas perderam força na última hora da sessão, ajudadas pelo alívio no câmbio e por declarações de Fernando Haddad.
O ministro afirmou que as medidas serão “expressivas” e deverão seguir a mesma regra do arcabouço. Porém, ele praticamente descartou a possibilidade do anúncio ocorrer ainda nesta semana.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,210% (de 13,185% no fechamento de ontem); Jan/27 a 13,360% (13,345%); Jan/29 a 13,160% (13,165%); Jan/31 a 12,970% (13,010%); e Jan/33 a 12,830%, na mínima do dia (12,880%).
(Téo Takar)
Embraer amplia ganhos e lidera ranking positivo do Ibovespa
Os papéis da Embraer ampliaram o ritmo de ganhos e lideram o ranking positivo do Ibovespa nesta parte final do pregão. Por volta das 17h18, a ação da companhia avançava 5,38%, a R$ 57,04.
Além da busca por ativos mais resilientes no mercado doméstico, o movimento é amparado pelo reforço na recomendação de compra para o ativo feito pelo Citi.
Na avaliação do banco, há um “momento positivo” de pedidos, bom desempenho ante concorrentes globais e forte geração de fluxo de caixa livre (FCF), fatores que favorecem a companhia.
Dólar volta a subir com cenário externo, mas perde força com recado de Haddad sobre pacote fiscal
O dólar à vista voltou a subir nesta quarta-feira, em linha com o avanço da moeda americana no exterior, mas fechou distante das máximas, com investidores monitorando as discussões sobre o pacote de corte de gastos do governo.
Nos últimos minutos da sessão, a divisa perdeu força e fechou abaixo da linha de R$ 5,80, pouco depois das declarações do ministro Fernando Haddad. Após reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para apresentar o pacote, Haddad evitou detalhar quais medidas estão na mesa, mas disse que elas serão “expressivas” e deverão seguir a mesma regra do arcabouço, ou serão ajustadas a ele.
Porém, Haddad admitiu que o anúncio pode ficar para a semana que vem, pois ainda aguarda autorização do presidente Lula. Mais cedo, o BC realizou dois leilões de linha e injetou US$ 4 bilhões no mercado para atender principalmente à demanda de remessas de fim de ano das empresas.
O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, a R$ 5,7895, após oscilar entre R$ 5,7235 e R$ 5,8177. Às 17h10, o dólar futuro para dezembro tinha alta de 0,90%, a R$ 5,8090.
Lá fora, o índice DXY subia 0,44%, para 106,487 pontos. O euro caía 0,53%, a US$ 1,0564. E a libra recuava 0,34%, a US$ 1,2706.
(Téo Takar)