Ibovespa tem leve alta na véspera do feriado, com investidores no aguardo de pacote
[14/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou perto da estabilidade na sessão desta véspera de feriado, com leve alta de 0,05%, aos 127.791,60 pontos, e volume de R$ 28,7 bilhões, enquanto os investidores aguardam o pacote fiscal do governo, que deve ser anunciado na próxima semana, depois da reunião do G20, no Rio.
Na semana curta, o índice ganhou apenas 0,03%.
Entre as blue chips, Petrobras ON registrou +1,45% (R$ 40,51), Petrobras PN, +1,06% (R$ 37,27) e Vale, -0,56% (R$ 56,84).
O dólar à vista fechou praticamente estável (-0,02%; R$ 5,7881), sem repercutir as falas mais duras de Jerome Powell, ao contrário dos juros futuros, que avançaram em reação à indicação do presidente do BC americano de que o Fed não pretende acelerar o processo de relaxamento monetário.
As bolsas em NY, que já passavam por um movimento de correção, chegaram a ampliar as perdas durante as declarações de Powell. Dow Jones caiu 0,47% (43.750,86). S&P500 recuou 0,60% (5.949,17). Nasdaq perdeu 0,64% (19.107,65).
Os juros dos Treasuries ficaram sem direção única, com avanço na ponta curta e recuo nos rendimentos mais longos.
(Igor Giannasi)
Juros futuros reagem à fala de Powell, de que Fed não tem pressa para cortar taxas nos EUA
Os juros futuros passaram boa parte da sessão desta quinta-feira “comportados”, registrando oscilações modestas, com investidores em compasso de espera pelo pacote de corte de gastos do governo.
O mercado adotou um viés mais otimista após as declarações dadas ontem pelo ministro Fernando Haddad, de que as medidas serão “expressivas”. Também circularam rumores de que o pacote deve gerar economia da ordem de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos.
Porém, o cenário mudou completamente na última hora de negócios por causa da declaração de Jerome Powell de que a “economia não está enviando quaisquer sinais de que precisamos ter pressa em baixar os juros” nos EUA. A mensagem “hawkish fez os juros dos Treasuries dispararem, e por tabela, as taxas dos DIs, especialmente os vencimentos médios e longos.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,235% (de 13,210% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,440% (13,360%); Jan/29 a 13,250% (13,160%); Jan/31 a 13,090% (12,970%); e Jan/33 a 12,960% (12,830%).
(Téo Takar)
Dólar fecha estável, à espera de pacote fiscal, mas não repercute fala hawkish de Powell
O dólar à vista fechou praticamente estável nesta quinta-feira, com investidores à espera do prometido pacote de corte de gastos do governo. A declaração dada ontem pelo ministro Fernando Haddad, de que a redução nas despesas será “expressiva” ajudou a tirar pressão do câmbio doméstico, que ignorou o viés de alta do dólar no exterior, ainda na esteira da eleição de Donald Trump.
Porém, a véspera de feriado e o adiamento do pacote por mais uma semana limitaram um eventual movimento de correção. O câmbio doméstico fechou antes das declarações de Jerome Powell, que fez o dólar e os juros dos Treasuries dispararem nos últimos minutos ao dizer que a “economia não envia sinais de que precisamos ter pressa para cortar juros”.
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,02%, a R$ 5,7881, após oscilar entre R$ 5,7635 e R$ 5,8308. Na semana, a moeda acumulou alta de 0,91%. Às 17h14, o dólar futuro para dezembro caía 0,17%, para R$ 5,8070.
Lá fora, o índice DXY subiu 0,43%, aos 106,937 pontos. O euro caía 0,37%, a US$ 1,0524. E a libra recuava 0,35%, a US$ 1,2659.
(Téo Takar)