Petróleo cai com a diminuição da instabilidade n
Petróleo cai com a diminuição da instabilidade no Irã
O petróleo cede com menos agitação civil no Irã, o que reduz a chance de um ataque dos EUA que poderia interromper o fornecimento do principal produtor do Oriente Médio. Trump disse nas redes sociais que o Irã havia cancelado os enforcamentos em massa de manifestantes, embora o país não tenha anunciado nenhum plano nesse sentido. Também no radar está a guerra comercial, em decorrência do impasse entre os EUA e a Europa sobre a Groenlândia, e o mercado está adicionalmente atento ao risco de danos à infraestrutura russa e ao fornecimento de destilados, em um momento de previsão de clima mais frio na América do Norte e na Europa. Os planos para os campos de petróleo da Venezuela são acompanhados de perto, depois que Trump afirmou que os EUA administrariam sua indústria petrolífera, mas estavam menos confiantes quanto às perspectivas de aumento da produção venezuelana. O WTI/fev cai a US$ 59,10 (-0,57%) e o brent/mar, a US$ 63,70 (-0,67%).
Bolsas europeias despencam com ameaça de tarifas
Bolsas europeias despencam com ameaça de tarifas de Trump
As bolsas europeias derretem (Londres -0,52%; Frankfurt -1,30% e Paris -1,44%) após Trump dizer que imporá tarifas a oito nações que se opõem ao seu plano de anexação da Groenlândia, o que coloca em foco o Fórum Econômico Mundial , que começa em Davos hoje. Países como França, Alemanha e Reino Unido, além de vários países nórdicos e do norte da Europa, devem enfrentar uma tarifa de 10% a partir de 1º/2, subindo para 25% em junho caso não se chegue a um acordo. A UE já suspendeu a ratificação do acordo comercial com os EUA e notícias sugerem que pode retomar um pacote de tarifas de 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. O principal indicador do dia é a inflação ao consumidor de dezembro para a zona do euro, especialmente porque os EUA estão em feriado. O CPI subiu +0,2%, após -0,3%, dentro do consenso. No ano, alta foi de +1,9%, de 2,1%, ligeiramente abaixo do consenso de 2%.
++ Kremlin afirma que está acompanhando de perto
++ Kremlin afirma que está acompanhando de perto as ameaças do governo Trump de anexar a Groenlândia
++ “A situação é incomum, eu diria até extraordinária do ponto de vista do direito internacional”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, hoje, segundo a agência de notícias estatal russa Ria Novosti
++ Peskov acrescentou que Trump “disse que o direito internacional não é uma prioridade para ele. A situação está se desenvolvendo em uma trajetória diferente, e nós, juntamente com o resto do mundo, estaremos observando para ver qual será”
Em uma entrevista recente ao New York Times, Trump disse que não “precisa do direito internacional” e que somente sua “própria moralidade” e sua mente podem impedi-lo.