⚠️Reação ao Payroll++ Morgan Stanley/Ellen Zentn

⚠️Reação ao Payroll

++ Morgan Stanley/Ellen Zentner: “Números de hoje podem ter colocado o Fed numa situação delicada, dado o risco de que preços do petróleo elevados por tempo prolongado possam desencadear outra onda inflacionária. Fed pode se sentir compelido a permanecer em compasso de espera”

++ Bloomberg Intelligence/Ira Jersey: “Receio de choques na oferta relacionados à energia pode continuar a influenciar os mercados de taxas de juros globalmente”

++ Natixis/Christopher Hodge: Reforçará a posição dos mais moderados (principalmente Waller) de que os recentes dados eram uma ilusão

++ Goldman Sacs/Lindsay Rosner: “Indícios de fragilidade no mercado de trabalho servem de alerta ao Fed de que pode ter um preço a pagar pelo adiamento dos cortes, embora a política de curto prazo continue ditada pelo Oriente Médio. Esperamos que o Fed complete os dois cortes para a normalização dos juros, retornando-os ao patamar neutro; momento exato ainda é incerto”

PAYROLL TEM QUEDA INESPERADA. Os rendimentos dos

PAYROLL TEM QUEDA INESPERADA. Os rendimentos dos Treasuries inverteram o sinal e passaram a recuar e o DXY, a cair, -0,11% (99,208), após o payroll apontar que o mercado de trabalho americano está se deteriorando e não estagnado como números recentes apontavam. A perda foi de 92 mil vagas em fevereiro, maior queda mensal desde outubro passado e muito pior do que as previsões de um ganho de 59 mil. A taxa de desemprego subiu a 4,4%, de 4,3%, e o salário, +0,4%, mantendo o ritmo de janeiro, acima das previsões de 0,3%. A leitura reacende esperança em corte de juros pelo Fed no ano. As apostas no CME sobre junho subiram a 40,5%, de 30,2% ontem; em julho, a 44,1%, de 38,8%. O otimismo com a flexibilização é limitado pela nova disparada dos contratos futuros de petróleo e seu potencial de elevar a inflação, depois dos alertas do Catar sobre paralisações prolongadas na oferta, com os ataques entre os lados em guerra continuando pelo sétimo dia. (Ana Katia)

Abertura: Dólar vira e juros sobem com crescente tensão no Oriente Médio

O dólar inverteu o sinal ante o real há pouco, a R$ 5,2760 (-0,21%), após máxima de R$ 5,3195, e os juros futuros reduziram alta, agora sobem entre 10 e 15 pontos.

O mercado está sob o estresse de mais um aumento nos preços do petróleo (entre 4% e 6%) por temor de que o conflito no Oriente Médio esteja impulsionando a inflação.

O DXY se estabiliza (+0,05%) em nível alto (99,363) e os rendimentos dos Treasuries sobem, com o de 10 anos a 4,16%, a caminho de registrar seu maior aumento semanal desde abril (quase 20pb).

Os ataques continuam de um lado e de outro e o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz está praticamente paralisado.

O ministro da Energia do Catar declarou ao FT que o conflito pode levar os preços do petróleo a se aproximarem de US$ 150 por barril.

Os investidores aguardam o payroll logo mais para obter mais sinais sobre o mercado de trabalho norte-americano.

Aqui, a produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro, com a queda mais intensa de dezembro de 2025 (-1,9%, revisado de -1,2%).