Abertura: Dólar e juros avançam após payroll cravar alta de juros nos EUA
O dólar sobe a R$ 5,1154 (+0,96%), ganhando força ante pares e emergentes após o payroll reforçar probabilidade de alta nos juros pelo Fed ainda este ano.
O DXY passou a subir 0,22%, a 99,633.
O payroll mostrou o maior aumento trimestral em dois anos, a 172 mil, com revisões para cima nos meses anteriores, enquanto o desemprego seguiu em 4,3%, e o salário médio teve alta de 0,3%.
O Fed se reúne em 16 e 17/06 e o novo presidente, Kevin Warsh, tem agora menos espaço para cortar juros. Em junho, as apostas são por manutenção.
No CME, cresceram muito as chances de aperto no ano, sendo que em dezembro já é amplamente majoritária (+60%).
Aposta de aumento de 25pb em dezembro estavam há pouco em 43,1%.
Os rendimentos dos Treasuries saíram da estabilidade (com viés negativo) e dispararam após a leitura do mercado de trabalho americano.
Aqui, as taxas sobem em torno de 10 pontos nos intermediários e longos, precificando mais dificuldade para o BC reduzir a Selic.
A sessão é marcada pelo petróleo em queda em meio ao otimismo cauteloso com a guerra e a retomada de operações em Mina Al Fahal (Omã).
Abertura: Dólar e juros avançam após payroll cra
Abertura: Dólar e juros avançam após payroll cravar alta de juros nos EUA
O dólar sobe a R$ 5,1154 (+0,96%), ganhando força ante pares e emergentes após o payroll reforçar probabilidade de alta nos juros pelo Fed ainda este ano. O DXY passou a subir 0,22%, a 99,633. O payroll mostrou o maior aumento trimestral em dois anos, a 172 mil, com revisões para cima nos meses anteriores, enquanto o desemprego seguiu em 4,3%, e o salário médio, + 0,3%. O Fed se reúne em 16 e 17/06 e o novo presidente, Kevin Warsh, tem agora menos espaço para cortar juros. Em junho, as apostas são por manutenção. No CME, cresceram muito as chances de aperto no ano, sendo que em dezembro já é amplamente majoritária (+60%). Aposta em +25pb em dezembro estavam há pouco em 43,1%. Os rendimentos dos Treasuries saíram da estabilidade (com viés negativo) e dispararam após a leitura do mercado de trabalho americano. Aqui, as taxas sobem em torno de 10 pontos nos intermediários e longos, precificando mais dificuldade para o BC reduzir a Selic. A sessão é petróleo em queda em meio ao otimismo cauteloso com a guerra e a retomada de operações em Mina Al Fahal (Omã). Ibovespa cai a 170.044,90 pontos (-0,17%). (Ana Katia)
E AGORA, WARSH? Os rendimentos dos Treasuries so
E AGORA, WARSH? Os rendimentos dos Treasuries sobem firme, com o da Note de 10 anos, a 4,53%; o de 2, a 4,11% e o de 30, a 5,01%, após a leitura forte do payroll reforçar aperto monetário nos EUA este ano, em um momento de inflação persistente e acima da meta e de troca de comando no Fed, com Kevin Warsh presidindo sua primeira reunião este mês (16-17/06). Os números de maio apontam para mercado de trabalho muito robusto e os membros do BC devem reforçar as chances de alta nos juros. As atas da reunião de abril já mostravam divisão e defesas do fim do viés de flexibilização. No CME, a maioria vê alta nos juros em dezembro e a aposta por +25 pb, a 3,75%-4,00%, cresceu a 41,2%. Logo após o payroll, os futuros de Dow Jones devolveram os ganhos, mas já voltaram a subir; o DXY devolveu perdas. Aqui, dólar e juros avançam. (Ana Katia)