Abertura: Dólar e juros caem antes do payroll e após Galípolo
Presidente do BC disse que incertezas exigem serenidade
O dólar cai de forma generalizada antes do payroll. Por aqui, a moeda norte-americana cede a R$ 5,1870 (-0,19%).
Os juros futuros acompanham, com a ponta mais curta passando a cair à altura da participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo em evento do BTG Pactual, que ontem recebeu Haddad.
Galípolo avaliou que o cenário ficou menos adverso para os emergentes e considera que o Brasil tem vantagens competitivas.
Ele voltou a falar que é preciso serenidade, por causa das incertezas, e defendeu uma agenda centrada no mandato do BC.
“Palavra que vamos enfatizar é estabilidade nos próximos anos, é o que o momento histórico demanda”.
O payroll sai logo mais e tem potencial de acelerar as apostas em cortes nas taxas de juros do Fed.
O mercado espera 67 mil vagas em janeiro, de 50 mil, e vai olhar também as possíveis revisões anuais, o que também deixa os rendimentos dos Treasuries em queda.
Os da Note de 10 anos estavam há pouco em 4,13% e o DXY cedia 0,08% (96,726).
Os mercados estão vendo mais chances de três cortes de 0,25 pp em 2026, de dois cortes antes.
Há elevação das apostas em um corte em abril (36% já apostam em flexibilização em abril, de 22% há uma semana).
A maioria vê juros estáveis em março, mas no CME, essas chances caíram de 90% há uma semana para 78% hoje.