Ouro sobe forte em meio a tensões geopolíticas e fecha acima de US$ 4,7 mil pela 1ª vez na história
Alta também foi impulsionada pelas expectativas de cortes de juros dos EUA
O ouro atingiu um novo recorde histórico nesta terça-feira, ultrapassando a marca de US$ 4.700 por onça-troy, em meio à escalada das tensões geopolíticas, que aumentam a demanda por ativos seguros.
Após ameaçar oito países da UE com tarifas entre 10% e 25% entre fevereiro e junho, se não conseguir concretizar seu plano de dominar a Groenlândia, Trump voltou à carga e segue afirmando que a ilha é “imperativa” para a segurança nacional dos EUA. Segundo ele, “não há como voltar atrás” nos seus planos de dominar o território.
Em resposta, o Parlamento Europeu decidiu congelar a ratificação do acordo comercial que havia fechado com os EUA e pode suspender formalmente o pacto ainda hoje.
O metal precioso, visto como uma reserva de valor em tempos de instabilidade, subiu 64% em 2025 e acumula ganho de mais 10% desde o início deste ano.
A alta também foi impulsionada pelas expectativas de cortes de juros dos EUA.
O contrato do ouro para fevereiro fechou hoje em alta de 3,71% na Comex, cotado a US$ 4.765,80 por onça-troy (novo recorde), após atingir novo pico histórico intradia, a US$ 4.771,20.