Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) – Nov/25
Por Departamento Econômico PicPay O volume de serviços registrou queda de 0,1% em novembro, revertendo parcialmente a alta observada no mês anterior (+0,4%) e reduzindo a contribuição positiva do setor para o nível de atividade econômica do quarto trimestre de 2025. Embora a retração em si não tenha sido necessariamente uma surpresa, especialmente pela participação […]
Por Departamento Econômico PicPay
O volume de serviços registrou queda de 0,1% em novembro, revertendo parcialmente a alta observada no mês anterior (+0,4%) e reduzindo a contribuição positiva do setor para o nível de atividade econômica do quarto trimestre de 2025. Embora a retração em si não tenha sido necessariamente uma surpresa, especialmente pela participação de grupos cuja oscilação se dá por conta de fatores majoritariamente sazonais, caso dos serviços de transporte (-1,4%), a PMS trouxe também em sua composição sinais mais claros de uma desaceleração potencialmente mais duradoura do ritmo de crescimento do setor.
Destaque neste sentido para as retrações observadas em componentes com maior sensibilidade ao grau de ociosidade da economia e dos gastos privados, casos dos subgrupos de Outros serviços prestados às famílias (-2,6%), uma proxie relevante para o nível de demanda agregada, especialmente em seu componente de consumo das famílias, bem como os Serviços administrativos e complementares (-0,4%), que cumpre papel semelhante ao anterior, focando, porém, no nível de demanda das empresas do setor privado.
Em ambos os casos, não apenas houve uma queda na margem de seus respectivos resultados como também a consolidação da trajetória de desaceleração iniciada em outubro, sinalizando um ritmo de consumo de serviços mais equilibrado ao longo do período.
Prospectivamente, as divulgações subsequentes da PMS entre dezembro e fevereiro podem contar com participação mais efetiva de fatores sazonais e do nível de confiança dos agentes econômicos, que tem apresentado melhora na margem, impulsionando novamente o resultado do setor. Mantida a perspectiva para os componentes estruturais, no entanto, a tendência é de consolidação da perda de dinamismo já observada em novembro, com o setor sendo o principal responsável pela acomodação do ritmo de crescimento ao longo do primeiro semestre deste ano e, consequentemente, maior equilíbrio do hiato do produto.