Dólar sobe, mas juros futuros aliviam com o IPCA

Movimentação da moeda americana ocorre em meio a ambiente de aversão ao risco no exterior causado principalmente pelo Japão

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O dólar subiu, no day after à derrota do governo com a queda da MP alternativa ao IOF, em meio a um ambiente de aversão ao risco no exterior causado principalmente pelo Japão.

A futura premiê, Sanae Takaichi, deu declarações defendendo um alinhamento do banco central japonês ao governo, em um momento em que o país asiático enfrenta uma inflação elevada.

O dólar à vista fechou em alta de 0,58%, a R$ 5,3750. Lá fora, o índice DXY avançou 0,49%, aos 99,402 pontos, maior nível em dois meses.

O euro caiu 0,54%, para US$ 1,15666, e a libra perdeu 0,73%, a US$ 1,33051.

Aqui, a surpresa positiva do IPCA de setembro, que subiu 0,48%, abaixo das expectativas (+0,52%), desarmou pressão de risco no DI, embora o mercado não se iluda que o dado possa sensibilizar o coração de pedra do Copom, com as apostas de corte da Selic concentradas em março.

Os contratos mais longos continuaram precificando positivamente as dificuldades do governo no Congresso, que antecipam o cenário eleitoral.

No fechamento, o DI para Jan/26 (14,897%) ficou perto do ajuste de 14,898%; Jan/27 caiu a 14,030% (de 14,098% na véspera); Jan/29, a 13,350% (de 13,440%); Jan/31, a 13,595% (de 13,667%); e Jan/33, a 13,720% (de 13,745%).

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