Dólar dispara com tarifaço de Trump, ruído eleitoral e emprego forte nos EUA
Proposta pode encarecer as exportações brasileiras para os americanos em até 37,5%
O dólar à vista fechou em forte alta diante do real nesta 4ªF, refletindo tanto o clima de maior aversão ao risco no exterior, por causa da escalada da guerra no Oriente Médio, como o ruído doméstico, provocado pelas novas tarifas propostas pelos EUA, que podem encarecer as exportações brasileiras para os americanos em até 37,5%.
O clima político também pesou no câmbio, com o possível impacto eleitoral do tarifaço de Trump, que tem sido vinculado à visita de Flávio Bolsonaro aos EUA na semana passada.
A nova proposta de delação de Daniel Vorcaro no radar, já que pode trazer novas implicações contra o senador.
O mercado também avaliou o relatório ADP, que mostrou criação de 122 mil empregos no setor privado, pouco acima do esperado (117 mil), o que mostra um mercado de trabalho resiliente a abre espaço para o Fed retomar as altas de juros, fortalecendo o dólar globalmente.
O dólar à vista fechou em alta de 1,14%, a R$ 5,0668, após oscilar entre R$ 5,0121 e R$ 5,0902.
Às 17h03, o dólar futuro para julho subia 1,16%, para R$ 5,0995.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,31%, para 99,531 pontos. O euro caía 0,30%, a US$ 1,1597. E a libra recuava 0,35%, a US$ 1,3419.