Giro das 15h: NY sobe na onda da IA e ignora indefinição sobre a guerra; Ibovespa cai e juros sobem de olho em Selic a 14%
Trump diz que as negociações com o Irã “continuam em ritmo acelerado”
As bolsas em Wall Street (Dow Jones -0,07%; S&P500 +0,43%; Nasdaq +0,80%) parecem ignorar o impasse nas negociações entre EUA e Irã, que chegaram hoje a um momento delicado, e seguem surfando a nova onda de investimentos em IA, após a Nvidia (+5,0%) anunciar o lançamento de um chip, em parceria com a Microsoft (+2,2%), para laptops e computadores de mesa, competindo com os chips de AMD (-0,5%) e Intel (+0,3%).
Em entrevista à CNBC, Donald Trump declarou no começo da tarde que não está preocupado com os preços do petróleo, que chegaram a subir mais de 7% pela manhã com a notícia de que o Irã promete “bloquear completamente” Ormuz e interromper as negociações para encerrar o conflito.
Há pouco, Trump publicou em sua rede social que as negociações com o Irã “continuam em ritmo acelerado”, o que ajudou a aliviar a alta dos preços do petróleo (Brent/agosto +3,98%, a US$ 94,75; WTI/julho +4,59%, a US$ 91,37).
Por aqui, o Ibovespa segue em tendência de baixa (-0,81%, aos 172.386 pontos), em meio ao ruído externo e a expectativa de um ciclo mais curto de cortes da Selic.
O dólar à vista devolve parte da alta recente (-0,50%, a R$ 5,0176), na contramão do exterior (DXY +0,23%, aos 99,135 pontos.
Já os juros futuros voltam a acumular prêmios (DI Jan/27 a 14,120%; Jan/29 a 13,925%; Jan/33 a 14,000%), com as taxas curtas consolidando a aposta do mercado de que o Copom vai interromper os cortes da Selic em 14%.