Dólar dispara em meio ao clima de aversão ao risco global e cenário eleitoral incerto
A libra também foi penalizada, assim como moedas de países emergentes
O dólar à vista fechou em forte alta diante do real nesta 6ªF, acompanhando o salto da moeda americana frente aos pares e às divisas emergentes lá fora.
Aqui, o ambiente eleitoral incerto também voltou a pesar sobre o câmbio. Investidores mostraram maior aversão ao risco global diante dos sinais de agravamento da crise política no Reino Unido, o que fez os rendimentos dos Gilts dispararem, contaminando os títulos americanos e também os DIs brasileiros.
A libra também foi penalizada, assim como moedas de países emergentes, em meio ao cenário de fuga para a segurança.
No ambiente doméstico, as tentativas de Flávio Bolsonaro de se descolar de Daniel Vorcaro geram incerteza sobre o cenário para as eleições de outubro, enquanto o mercado aguarda a divulgação de nova pesquisa Datafolha para avaliar o impacto da reportagem do Intercept e das medidas anunciadas por Lula nesta semana (fim da taxa das blusinhas e subvenção para gasolina) na corrida ao Planalto.
O dólar à vista fechou em alta de 1,63%, a R$ 5,0678, após oscilar entre R$ 5,0181 e R$ 5,0818. Na semana, a moeda subiu 3,55%.
Às 17h05, o dólar futuro para junho subia 1,53%, a R$ 5,0815.
Lá fora, o índice DXY subia 0,48%, aos 99,294 pontos. O euro caía 0,43%, a US$ 1,1620. E a libra perdia 0,64%, a US$ 1,3315.