Ouro cai firme e acumula perda de 3,6% na semana com horizonte de juros altos
Incertezas sobre o Estreito de Ormuz pressionam o petróleo e, consequentemente, as taxas de juros
Os contratos futuros do ouro terminaram em queda firme nesta 6ª feira, pressionados pela alta do dólar e pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries.
Há pouco, a moeda norte-americana tinha valorização de 0,40% (DXY) frente a pares.
O movimento deriva do incremento da inflação nos EUA, impulsionada pela escalada do petróleo diante das incertezas no Oriente Médio, renovando as apostas em juros mais altos.
Após a cúpula de três dias entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, ainda não houve mudanças na situação do Estreito de Ormuz.
A via navegável, importantíssima para o fluxo de energia global, permanece sob vigilância do Irã e com tráfego extremamente reduzido.
No fechamento, o contrato do ouro para junho recuou 2,63%, para US$ 4.561,90 por onça-troy na Comex, acumulando desempenho negativo de 3,57% na semana.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o metal precioso já caiu mais de 13%.