Juros futuros devolvem prêmios com maior apetite por risco no exterior; Copom limita queda das taxas curtas
BC brasileiro sinalizou maior cautela em função da guerra
Os juros futuros devolveram nesta 5ªF boa parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, de carona na queda dos rendimentos dos Treasuries e do dólar, em uma sessão de melhora global na percepção de risco, apesar da falta de novidades sobre a guerra no Irã.
Porém, o recuo das taxas mais curtas foi limitado pela decisão do Copom de ontem à noite que, apesar de ter seguido o roteiro e cortado a Selic em 0,25 pp, para 14,5% ao ano, sinalizou maior cautela em função da guerra.
O mercado interpretou o comunicado como uma mensagem “hawkish”, de que o atual ciclo de afrouxamento poderá ser mais curto, caso o conflito no Oriente Médio persista e siga gerando pressões inflacionárias.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,145% (de 14,209% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,810% (13,959%); Jan/29 a 13,710% (13,855%); Jan/31 a 13,740% (13,852%); e Jan/33 a 13,800% (13,879%).