Petróleo cai forte com expectativa sobre fim da guerra, mas ganho acumulado bate marcas de 2020

Irã quer fim definitivo da guerra no Oriente Médio, mas pede garantias de segurança

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Os contratos futuros de petróleo apresentaram forte volatilidade nesta 3ªF, terminando por fechar em queda diante das indicações de que os EUA e o Irã estariam dispostos a encerrar a guerra – ainda que nada de concreto tenha ocorrido nessa direção.

Pela manhã, uma reportagem do Wall Street Journal mostrou que Trump teria a intenção de pôr fim ao conflito mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse fechado em grande parte.

A notícia aliviou a pressão, mas a commodity seguiu em alta, invertendo o movimento no início da tarde, quando o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país está pronto para encerrar o conflito, mas somente se houver garantias de segurança, sobretudo contra futuros ataques.

Pouco mais de uma hora depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou à Al Jazeera que o país não aceitaria um simples cessar-fogo, mas sim o fim definitivo da guerra em toda a região. Reconheceu contatos com os EUA, mas ponderou que isso não significava que estavam negociando.

No fechamento, o contrato do Brent para junho caiu 3,18%, a US$ 103,97 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio recuou 1,46%, a US$ 101,38 por barril na Nymex.

No acumulado do mês, o Brent registra alta de 43,82%, alcançando +72,56% no trimestre, enquanto o WTI avançou 51,27% em março (maior salto mensal desde maio de 2020) e +76,56% no trimestre (maior ganho para o período desde julho de 2020), segundo cálculos do Valor.

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