Petróleo sobe forte e WTI supera US$ 100 com versões desiguais sobre negociações EUA-Irã

Tensões aumentam o prêmio de risco da commodity

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Os contratos futuros de petróleo seguem em disparada, impulsionados pelo crescente risco geopolítico com a guerra no Irã, cujo foco permanece no bloqueio do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity.

As tensões crescentes — incluindo as ameaças à infraestrutura energética iraniana por parte de Trump, o envolvimento dos Houthis e a mudança na estratégia militar — mantêm um forte prêmio de risco nos preços, dizem especialistas.

Em paralelo, sinais contraditórios de autoridades americanas e iranianas sobre negociações versus escalada estão criando volatilidade, com o mercado ponderando a potencial interrupção do fornecimento contra a possibilidade de uma eventual reabertura de Ormuz.

Diante dos impasses, a retórica em torno de uma potencial invasão terrestre dos EUA no Irã ganha força e o petróleo bruto WTI terminou acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde o início do conflito. O patamar não era visto desde 18 de julho de 2022, segundo acompanhamento do site Investinglive.

Agora à tarde, a Casa Branca reafirmou que as negociações com o Irã continuam e estão “avançando bem”, acrescentando que a negativa pública de Teerã difere do que comunica a autoridades americanas em privado.

No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 1,96%, a US$ 107,39 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio avançou 3,25%, a US$ 102,88 por barril na Nymex.

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