Giro das 12h: Ibovespa cai forte e deve fechar semana em queda, em sessão de aversão ao risco global
Conflito no Oriente Médio deve elevar a inflação e, consequentemente, nas decisões de política monetária
O Ibovespa saiu de 180.262,23 pontos na abertura para 177.306,72 pontos há pouco (-1,64%).
A sessão é de exercício de opções sobre ações e de fuga do risco nos mercados globais, por temores sobre o conflito no Oriente Médio.
A possibilidade de aumento da inflação pode tirar de cena os cortes de juros, com os mercados já apostando em provável alta da taxa pelo Fed este ano.
No Ibovespa, apenas Cemig (+2,38%) subia perto do meio-dia.
Os bancos caem cerca de 1,5%, enquanto Vale perde 1,34%, a despeito do minério, e Petrobras recua mais de 2% em um dia instável para o petróleo.
A indicação norte-americana de suspender as sanções ao petróleo iraniano é vencida pela escalada da guerra.
Isso acontece em meio às notícias de que o Pentágono está enviando três navios de guerra e milhares de fuzileiros navais para o Oriente Médio.
Em NY, as bolsas caem (Dow Jones -0,56%; S&P 500 -0,90% e Nasdaq -1,26%), mirando a estagflação.
O pregão é marcado pelo vencimento triplo de opções, de cerca de US$ 5,7 trilhões, aumentando a instabilidade.
Na busca por segurança antes do fim de semana, o DXY avança 0,53%, em patamar alto de 99,757 pontos, e os rendimentos dos Treasuries sobem em toda a curva.
Aqui, o dólar avança a R$ 5,2939 (+1,50%) e os juros futuros sobem entre 24 e 40 pontos.