Ouro desaba quase 6% com guerra no Irã pressionando inflação e mudando perspectiva de curto prazo
Movimento sugere, entre outros fatores, uma realização de lucros
O ouro desabou nesta 5ªF, com os temores de inflação tomando conta dos mercados globais, enquanto a guerra dos EUA e Israel contra o Irã pode completar amanhã a terceira semana.
Os preços do petróleo e do gás seguem em disparada, após instalações de energia no Oriente Médio terem sido atingidas por ataques.
As incertezas sobre o impacto do conflito levaram diversos bancos centrais a manterem os juros inalterados nesta semana.
Depois do Fed nos EUA, ontem, hoje foi a vez do BoJ (Japão), BCE (Europa) e BoE (Inglaterra) anunciarem a mesma decisão.
Do ponto de vista técnico, analistas ouvidos pelo site Investinglive observam que o preço do metal precioso recuou de suas máximas históricas.
Desde que atingiu o pico próximo a US$ 5.416 a onça-troy, no fim de fevereiro, o ouro caiu aproximadamente 16,5%, marcando uma mudança relevante na tendência após uma forte valorização ao longo de 2025 e início de 2026.
“A movimentação sugere que os compradores podem ter se esgotado, com a realização de lucros entrando em ação após a agressiva alta de vários meses”, diz o site, ponderando que isso sinaliza uma possível mudança na tendência de curto prazo.
O contrato do ouro para abril fechou hoje em baixa de 5,93% na Comex, cotado a US$ 4.605,70 por onça-troy.