Investidor embolsa ganhos, atento ao novo embate de Trump contra China; dólar e juros avançam

A mudança de tom de Donald Trump em relação à China azeda os mercados em Wall Street nesta 6ªF.

As bolsas em NY (Dow Jones -0,36%; S&P500 -0,75%; Nasdaq -1,27%) acentuaram as perdas no início da tarde, após uma reportagem da Bloomberg afirmar que o governo americano planeja impor sanções adicionais às techs chinesas, especificamente sobre suas subsidiárias nos EUA, fechando brechas legais que permitiam essas companhias contornarem sanções já existentes.

O Ibovespa (-0,85%, aos 137.351 pontos) sente o viés negativo do exterior, com investidores aproveitando para embolsar lucros acumulados maio.

Apesar do recuo no dia, a bolsa brasileira sobe mais de 1,6% no mês.

O dólar desacelerou frente aos pares lá fora (DXY +0,04%, aos 99,320 pontos), mas segue em alta diante do real (+0,78%, a R$ 5,7113), mesmo após o fim da briga pela ptax de maio, sentindo o enfraquecimento das commodities após os novos ataques de Trump à China.

Os juros futuros também sobem (Jan/27 a 14,090%; Jan/29 a 13,540%), na esteira do câmbio e refletindo os números fortes do PIB do 1TRI25, que confirmam a resiliência da economia doméstica. (Téo Takar)

Gol registra o melhor desempenho da B3 com previsão de saída de recuperação judicial

Os papeis da Gol disparam 26,15% (R$ 1,64), a maior alta da bolsa.

Nesta manhã, a aérea divulgou que seus acionistas aprovaram, em assembleia, um aumento de capital da companhia, previsto em seu plano de reestruturação.

Dessa forma, a empresa diz estar posicionada para deixar o Chapter 11 no início de junho.

Azzas 2154 ocupa a segunda colocação entre as maiores altas

As ações da Azzas 2154 estão entre as maiores altas do Ibovespa desde a abertura e agora ocupam a segunda colocação desta lista.

Relatório do Itaú BBA diz que os resultados do 1TRI ajudaram o mercado a começar a recuperar a confiança na empresa em termos de normalização de rentabilidade.

O banco espera que a companhia continue evoluindo margens, com aceleração no segundo semestre. Há pouco, papel subia 2,68% (R$ 43,71).