Abertura: Dólar opera quase estável e juros futuros recuam ajustando prêmios

O dólar à vista abriu em alta e, há pouco, mudou de direção, mas perto da estabilidade (-0,02%, a R$ 5,4026).

Deslocamento contraria a movimentação da moeda norte-americana frente a pares (DXY +0,17% há pouco, a 98,494).

O dia não tem indicadores econômicos relevantes, com os investidores de olho nas falas de dirigentes do Fed agora cedo, entre 10h e 12h (de Brasília).

Anteontem, o BC americano confirmou mais um corte nos juros e a expectativa agora é por sinais sobre a política monetária a partir de janeiro.

Aqui, os juros futuros apresentam queda, sobretudo na ponta longa, ajustando prêmios.

O mercado está dividido sobre o início do ciclo de flexibilização, se em janeiro ou março, apesar do tom hawkish do comunicado do Copom.

Na cena eleitoral, Flávio Bolsonaro busca apoio da Faria Lima para viabilizar sua pré-candidatura ao Planalto em 2026.

Após ficar no zero a zero ontem, o Ibovespa registrava leve ganho de 0,02% nesses minutos iniciais, aos 159.221,06 pontos.

Em NY, os futuros das bolsas negociavam mistos (Dow Jones +0,18%; S&P500 -0,16%; Nasdaq -0,57%).

A tensão sobre uma possível bolha de IA segue no radar, desta vez por conta dos resultados da fabricante de chips Broadcom.

A companhia alertou sobre margens futuras mais baixas em suas vendas de sistemas ligados à tecnologia.

Os rendimentos dos Treasuries sobem (T-note de 10 anos a 4,185%).

Futuros de NY operam mistos, de olho em empresas de tecnologia e falas de Fed boys

Os futuros de NY negociam sem direção única nesta manhã (Dow Jones +0,25%; S&P 500 -0,10% e Nasdaq -0,49%), que reserva a fala de três dirigentes do Fed (Anna Paulson, Beth Hammack e Austan Goolsbee), embora ainda seja cedo para que os apontamentos possam influenciar as apostas para o próximo Fomc, em janeiro.

Anteontem, o presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizou uma pausa no ciclo de quedas nos juros, mas disse que até o início do próximo ano será preciso olhar com atenção os dados – o que foi lido por parte do mercado como uma inclinação dovish. Em outra frente, os investidores monitoram de perto sinais de uma bolha em IA, a partir de previsões das companhias de tecnologia, o que tem derrubado o Nasdaq. (BDM Online)

Europa: Bolsas sobem na esteira do bom humor com o Fed, puxadas por bancos

As principais bolsas europeias operam em alta nesta manhã (Londres +0,26%; Frankfurt +0,42 e Paris +0,71%), na esteira do otimismo em NY, ontem, com a confirmação de um novo corte de juros nos EUA e uma comunicação do Fed considerada menos dura do que o esperado. O resultado foi um S&P 500 avançando para um recorde histórico de fechamento.

Na Europa, o PIB do Reino Unido recuou 0,1% em outubro, mesmo valor observado no mês anterior, dentro do consenso, enquanto na Alemanha a inflação ao consumidor caiu 0,2% em novembro, após +0,3% no mês anterior.

Na França, a inflação final de novembro ficou em -0,2%, pior do que o consenso (-0,1%). Entre os principais setores, destaque para os bancos, que lideram os ganhos, seguidos por papéis de varejistas. (BDM Online)