Abertura: Juros sobem após desemprego em recorde de baixa
Os juros futuros subiram após a taxa de desemprego no Brasil cair para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, recorde de baixa, ante expectativas de uma queda mais moderada, para 5,4%.
Os juros para Jan/27 sobem a 13,825%, de 13,782% e, há pouco, a ponta mais longa operava entre a estabilidade e a queda.
O mercado de trabalho brasileiro se mostra forte, a despeito da Selic alta, apoiando a postura do BCB.
Mais cedo, o déficit nominal do orçamento brasileiro aumentou para R$ 101,6 bi em novembro, de R$ 99,1 bi no ano anterior.
Já o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 14,4 bi, contra R$ 6,6 bi em novembro de 2024.
O dólar cai a R$ 5,5055 (-1,14%), em sessão de disputa da Ptax do mês e baixa liquidez por causa do feriado de fim de ano.
O DXY oscila ao redor da estabilidade, aos 98,095 pontos (+0,06%) antes da ata de dezembro do Fed, que mostrou um FOMC dividido e pode calibrar as expectativas de cortes de juros em 2026.
O mercado aposta em duas reduções.
Em 2025, a moeda americana deve registrar seu pior desempenho desde 2017, com uma queda de quase 10%.
Os rendimentos dos Treasuries sobem, com o de 10 anos a 4,14%, e os metais seguem no foco após a volatilidade recente.
Futuros de NY se estabilizam antes da ata do Fed
Os futuros de NY não definem direção por ora, no aguardo da ata do FOMC programada para as 16h. Há pouco, os futuros de Dow Jones cediam -0,02%; os do S&P 500 -0,05% e os de Nasdaq -0,05%. Os índices devem registrar ganhos mensais expressivos em dezembro, com o S&P 500 e o Dow Jones a caminho de seu oitavo mês consecutivo de valorização, sua maior sequência mensal de altas desde 2017.
Na reunião de dezembro, o Fed cortou a taxa de juros em 25pb e, dividido, manteve previsão cautelosa de apenas uma redução em 2026. Sobre a presidência do BC americano, que mudará este ano, Trump afirmou já ter um favorito, mas disse não ter pressa em anunciar o nome.
Petróleo estende ganhos no aguardo sobre as negociações de paz
O petróleo sobe moderadamente, após subir mais de 2% ontem, depois que a Rússia acusou a Ucrânia de atacar a residência de Putin. Os investidores buscam esclarecimentos sobre as negociações de paz para avaliar possíveis interrupções no fornecimento. Kiev rejeitou a acusação de Moscou como infundada e destinada a minar as negociações de paz. Trump disse estar indignado com os detalhes do suposto ataque, mas reiterou sua crença de que um acordo de paz possa estar próximo.
A preocupação com a oferta também foi agravada pelos ataques de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita contra o “apoio militar estrangeiro” aos separatistas do sul do Iêmen, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos. O WTI/fev para fevereiro sobe 0,50%, a US$ 58,37; o brent/mar, +0,49%, a US$ 61,79.