Europa: Bolsas fecham em alta e alcançam melhor desempenho anual desde 2021

As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta 3ª feira, puxadas das por ações de mineradoras, que subiram forte com a recuperação dos metais preciosos.

Bancos também foram destaque de uma sessão de pouca liquidez por conta dos feriados.

Os papéis do setor de defesa também apresentaram bom desempenho, com os investidores monitorando as negociações para um eventual acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

Após o encontro entre Trump e Zelensky no fim de semana, o sentimento era de otimismo.

Ontem, porém, os russos acusaram – sem provas até o momento – os ucranianos de tentarem um ataque contra uma das residências de Putin, o que trouxe incerteza ao processo.

Hoje, a Rússia reiterou que terá uma postura mais dura nas negociações após o suposto incidente.

Já Zelensky segue negando qualquer ação militar nesse sentido e acusa Moscou de agir para prolongar o conflito.

No fechamento: Londres +0,75%; Frankfurt +0,57%; Paris +0,69%; Stoxx 600 +0,68%, aos 593,25 pontos (novo recorde). No acumulado de 2025, este último índice registra valorização de 16,9%.

Alguns mercados ainda operam amanhã, como Londres.

No geral, as bolsas europeias anotaram o melhor desempenho anual desde 2021, sustentadas por uma combinação de queda nos juros da zona do euro e nos EUA.

O compromisso alemão com a expansão fiscal e diversificação dos investidores para além das ações de tecnologia americanas também foram fatores positivos.

Azul lidera baixas em reação a resultados de novembro

Os papéis da Azul caem 7,50%, negociados a R$ 2,220,00, um dia depois de a aérea ter divulgado dados financeiros preliminares de novembro.

No mês passado, a companhia teve receita líquida de R$ 1,8 bilhão e EBITDA ajustado de R$ 621,8 milhões.

Os números mostram deterioração sequencial ante os resultados do mês anterior, quando o faturamento foi de R$ 1,9 bilhão e o Ebitda somou R$ 716,4 milhões.

Os resultados foram apresentados ao tribunal dos EUA, no contexto do processo de Chapter 11.

Desde a última semana, as ações da aérea são negociadas sob o ticker AZUL54, com cada papel representando um lote de 10 mil ações.

Giro das 12h: Ibovespa tem apoio de ações de peso no último pregão de 2025

O Ibovespa sobe 0,62% (161.489,52), fazendo máxima de 162.075,04 pontos e deve terminar 2025 com ganhos.

O índice tem ajuda de suas ações de maior peso e ligadas a commodities, mas o destaque vai para os bancos, com Itaú ganhando 1,41% e Bradesco PN, +1,54%.

Mais cedo, a taxa de desemprego no Brasil caiu para a mínima histórica de 5,2% no trimestre encerrado em novembro.

O índice ficou abaixo das expectativas (+5,40%), confirmando a força do mercado de trabalho e apoiando a postura mais agressiva do BCB.

Os juros subiram após a Pnad contínua de novembro e estão alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

Em Wall Street, as bolsas devem fechar perto de suas máximas históricas, mas hoje oscilam ao redor da estabilidade, antes da ata do FOMC atualizar as avaliações dos membros do BC sobre o afrouxamento monetário em 2026.

Dow Jones em -0,04%; S&P 500 +0,05% e Nasdaq -0,05%. A liquidez é reduzida pelo feriado de ano novo.

No câmbio, o dólar cai a R$ 5,4970 (-1,29%), perto da mínima (R$ 5,4925), em sessão de disputa da Ptax, enquanto o DXY se mantém acima dos 98 pontos (98,139), em leve alta de 0,10%.