Giro das 15h: Dólar cai abaixo dos R$ 5,50 e juros avançam com emprego resiliente

O dólar à vista derrete (-1,48%, a R$ 5,4865) nesta última sessão de 2025, enquanto os juros futuros curtos e intermediários apontam para cima (DI Jan/27 a 13,840%; Jan/29 a 13,250%).

Investidores repercutem a taxa de desemprego de novembro (5,2%), em nova mínima histórica, e a geração de vagas no Caged de novembro (85.864) acima do esperado (79 mil).

Os sinais de resiliência do mercado de trabalho empurram de janeiro para março as chances de o Copom iniciar um ciclo de cortes da Selic. Com juro alto por mais tempo, e agora sem a pressão das remessas de fim de ano, o dólar volta a refletir o “carry trade” favorável, enquanto a curva de juros se acomoda ao novo cenário.

Já o Ibovespa sobe 0,82%, aos 161.811 pontos, com as ações de maior peso no índice em alta, com destaque para os grandes bancos (Itaú PN +1,69%; Bradesco PN +1,49%).

Lá fora, as bolsas americanas estão de lado (Dow Jones -0,15%; S&P500 -0,06%; Nasdaq -0,03%), com investidores à espera da Ata do Fed, logo mais, às 16h.

CAGED – Nov/25

Por Departamento Econômico PicPay

O mercado de trabalho brasileiro fechou com saldo líquido de 85.147 postos de trabalho formais durante o mês de novembro, mostrando estabilidade na comparação com o mês de outubro. Setorialmente, o setor de comércio apresentou o melhor desempenho do período, com saldo líquido de 78 mil vagas, obedecendo a sazonalidade já esperada para o período. O desempenho pode ser explicado pela ocorrência de datas como a Black Friday e a preparação das empresas do ramo para as festas de fim de ano.

O setor de serviços, por sua vez, teve desempenho surpreendentemente positivo, com saldo líquido positivo de 75 mil vagas. Em sua composição, destacam-se os subgrupos de alojamento e alimentação e informação e comunicação. Enquanto o primeiro também é afetado por questões sazonais, como a maior demanda por serviços desta natureza no fim de ano e a maior demanda por mão de obra resultante do processo, o segundo possui uma raiz mais estrutural, tratando-se de um setor que vem apresentando forte crescimento nos últimos anos, demanda por profissionais de maior qualificação e baixa sensibilidade à política monetária.

Vale destacar ainda que a composição do dado se mostrou alinhada à da PNAD divulgada nesta manhã. Além dos pontos supracitados, o Caged apontou para o fechamento de postos de trabalho em setores mais sensíveis aos ciclos econômicos, como a indústria de transformação (-30.980) e construção (-23.804), ponto que reforça o argumento sobre a demanda por mão de obra ser um movimento orgânico, fruto da elevada resiliência dos serviços, não enfrentando restrições de ordem conjuntural e contando ainda com forte participação de componentes sazonais.

Sob a ótica salarial, os salários de desligamento apresentaram alta de 1,12% no comparativo mensal, enquanto os de admissão cresceram apenas 0,2%, composição que reforça os grandes números apresentados em termos de criação e fechamento de postos, uma vez que setores com nível salário médio mais elevado, como a indústria de transformação e construção, registraram saldo líquido negativo no período, enquanto a incorporação de novos trabalhadores no setores de comércio e serviços se deu em segmentos com renda média relativamente mais baixa frente aos demais segmentos.

Cyrela, que acumula ganho de quase 100% no ano, fica entre as maiores altas do índice

As ações da Cyrela registram alta de 2,79%, negociadas a R$ 29,80 neste início de tarde e acumulam alta de 99,06% no ano.

Além das avaliações positivas sobre os resultados da construtora, a perspectiva de queda da Selic no ano que vem é favorável para o setor.