Petróleo fecha em leva baixa, de olho em tensões geopolíticas, em sessão com poucos negócios

Em uma sessão bastante volátil e com liquidez reduzida, os contratos futuros de petróleo oscilaram ao sabor das tensões geopolíticas e acabaram fechando em leve baixa.

Entre os focos de atenção do mercado estão as negociações para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, que ainda não mostraram avanços concretos, tendo sofrido um abalo importante após as acusações russas de que os ucranianos tentaram atingir uma das residências de Putin.

Mesmo sem evidências até o momento, Trump disse ter ficado “muito irritado” com a ação. Zelensky nega o ataque e acusa Moscou de criar mentiras para prolongar a guerra.

Em outra frente, crescem as animosidades entre EUA e Venezuela, incluindo o bloqueio de navios petroleiros sancionados e um ataque a um porto do país sul-americano que, segundo o presidente americano, seria usado para carregar drogas.

O contrato do Brent para fevereiro terminou em baixa de 0,03%, a US$ 61,92 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 0,22%, a US$ 57,95 por barril na Nymex.

Após estresse de fim de ano, dólar fecha abaixo dos R$ 5,50 e acumula queda de 11% em 2025

O dólar à vista encerrou a última sessão de 2025 em forte baixa, ajudado pelo fim da demanda de remessas de lucros e dividendos de empresas para o exterior, e reagindo aos novos dados de emprego, que mostraram um mercado de trabalho ainda resiliente no país.

A taxa de desemprego em novembro (5,2%) renovou sua mínima histórica, enquanto o Caged contrariou as expectativas de desaceleração, com 85,8 mil empregos gerados no mês passado, praticamente estável em relação ao resultado de outubro.

Esse cenário deve levar o Copom a manter a Selic em 15% por mais tempo, o que favorece o ‘carry trade’, atraindo fluxo de capital externo e enfraquecendo o dólar diante do real.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,43%, a R$ 5,4890, após oscilar entre R$ 5,4840 e R$ 5,5430. A moeda caiu 0,77% na semana, acumulou alta de 2,89% em dezembro e recuou 11,18% em 2025.

A taxa Ptax fechou em baixa de 1,28%, a R$ 5,5024, subiu 3,16% em dezembro, mas recuou 11,14% no ano. Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro caía 1,48%, a R$ 5,5295.

Lá fora, o índice DXY subia 0,21%, para 98,241 pontos. O euro recuava 0,22%, a US$ 1,1745. E a libra caía 0,30%, a US$ 1,3465.

Ouro sobe e atinge ganho próximo de 66% no ano, melhor desempenho desde 1979

Os contratos futuros do ouro apresentaram recuperação nesta terça-feira, após a forte queda de ontem, com os investidores voltando a focar nos riscos geopolíticos e econômicos.

O contrato do metal precioso para fevereiro fechou em alta de 0,98% na Comex, cotado a US$ 4.386,30 por onça-troy. No ano, a valorização é de aproximadamente 66%, representando o melhor desempenho desde 1979, impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo redução das taxas de juros, conflitos entre países, compras robustas por bancos centrais e fluxos para ETFs lastreados no produto.

As atenções do mercado estão todas voltadas agora para a ata do Fed, que será divulgada logo mais, com detalhes da reunião de dezembro. Os investidores preveem dois cortes nas taxas de juros no próximo ano, um cenário que poderia manter o ouro, um ativo que não gera rendimentos, em alta.