Vai rolar: Ano estreia com PMI industrial global

[02/01/26] A agenda doméstica é irrelevante neste primeiro pregão do ano, mas lá fora vale o destaque para o PMI industrial de dezembro medido pelo setor privado nos Estados Unidos (11h45) e Europa. Trump promete para “algum momento em janeiro” o anúncio do sucessor de Powell e faz pressão por corte dos juros. Mas a aposta ampla do mercado (85%) é de que o Fed não mexerá na política monetária este mês.

Aqui, com o emprego ainda bombando e a inflação dos serviços pressionada, é remota a chance de o Copom iniciar o ciclo de queda da Selic já agora em janeiro. Mas a flexibilização pode não passar de março.

Do ponto de vista fiscal, os gastos em ano de eleição exigem cautela redobrada e as dúvidas sobre o trade eleitoral, que já estressaram na reta final de 2025, invadem 2026. (Rosa Riscala)

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores
▪️ 05h55 – Alemanha: PMI/S&P Global industrial de dezembro
▪️ 06h00 – Zona do euro: PMI/S&P Global industrial de dezembro
▪️ 06h30 – Alemanha: PMI/S&P Global industrial de dezembro
▪️ 08h00 – FGV: IPC-S (semanal)
▪️ 11h45 – EUA: PMI/S&P Global industrial de dezembro
▪️ 12h00 – EUA: Investimentos em construção em novembro

Fechamento: Ibovespa sobe com apoio de bancos e termina 2025 com ganho de 34%

O Ibovespa se despediu de 2025 – um ano recheado de recordes positivos – com uma alta tímida de 0,40%, aos 161.125,37 pontos. O giro foi fraco, de apenas R$ 15,7 bilhões, com os investidores já em clima de festas desde a semana passada.

O balanço de dezembro mostra valorização de 1,29%, mas o ganho anual é relevante, de 33,95%, o melhor desempenho da bolsa brasileira desde 2016 (+38,9%). O pregão derradeiro teve como pano de fundo uma nova mínima histórica de desemprego, de 5,2% em novembro, período no qual a geração de vagas no Caged superou 85,8 mil, acima do previsto (79 mil).

Entre as blue chips, destaque para os bancos: Santander +2,10% (R$ 34,06), BB +0,92% (R$ 21,92), Itaú +0,64% (R$ 39,23) e BTG Pactual +0,52% (R$ 52,58).

Petrobras foi na contramão do petróleo e subiu (ON +0,74%, a R$ 32,57; e PN +0,29%, a R$ 30,82), ao passo que Vale seguiu o minério e recuou (-0,22%; R$ 71,96).

A B3 ficará fechada nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, retomando as operações normalmente na 6ªF (02/01).

Já o dólar à vista encerrou a última sessão do ano em forte baixa (-1,43%, a R$ 5,4890), ajudado pelo fim da demanda de remessas de lucros e dividendos de empresas para o exterior, e reagindo aos novos dados de emprego, que mostraram um mercado de trabalho ainda resiliente no país. A moeda americana caiu 0,77% na semana, acumulou alta de 2,89% em dezembro e recuou 11,18% em 2025.

Em NY, em mais um sessão de baixa liquidez, as bolsas em NY terminaram o dia com leve queda, com os investidores analisando a Ata do Fed. No documento, os 19 membros presentes indicaram a probabilidade de um novo corte das taxas de juros em 2026 e de outro em 2027.

Dow Jones caiu 0,20% (48.367,06). S&P500 baixou 0,14% (6.896,24). Nasdaq cedeu 0,24% (23.419,08). Já os retornos dos Treasuries avançaram.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,40% | 161.125,37 pts

▫️ DOW JONES: -0,20% | 48.367,06 pts

▫️ S&P500: -0,35% | 6.905,74 pts

▫️ NASDAQ: -0,24% | 23.419,08 pts

▫️ DÓLAR: -1,43% | R$ 5,4890

▫️ EURO: -1,90% | R$ 6,4321

▫️ BITCOIN: +0,73% | US$ 87.964,00

Juros futuros encerram mistos, com alívio no câmbio e dados fiscais e de emprego no radar

Os juros futuros fecharam mistos nesta terça-feira, com os vencimentos curtos em alta e longos em baixa, com os investidores repercutindo o forte alívio no câmbio, os números do mercado de trabalho, o resultado fiscal e a dívida pública em novembro.

A resiliência do emprego no país, com a taxa de desemprego renovando mínima histórica, em 5,2%, deve levar o Copom a manter a Selic em 15% por mais tempo, empurrando de janeiro para março as expectativas do mercado para um possível início do ciclo de cortes pelo BC.

Já o déficit consolidado do setor público em 12 meses até novembro atingiu R$ 45,5 bilhões, ou 0,36% do PIB, acima da meta fiscal para este ano, que é de até 0,25% do PIB.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,795% (de 13,782%); Jan/29 a 13,180% (13,199%); Jan/31 a 13,445% (13,507%); e Jan/33 a 13,550% (13,636%).