Juros futuros seguem alívio no câmbio e começam ano devolvendo prêmios

Os juros futuros acompanharam o alívio no câmbio e devolveram prêmios nesta primeira sessão de 2026, em um dia de poucos negócios, sem ruídos políticos ou dados econômicos relevantes.

Entre as poucas notícias do dia, o Valor apurou que o governo pagou apenas R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares, ou 67% do total (R$ 47 bi) que estava previsto para 2025. A diferença pode ajudar o governo a cumprir a meta fiscal do ano passado, de déficit zero, com tolerância de 0,25% do PIB.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,700%, na mínima do dia (de 13,803% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,060% (13,192%); Jan/31 a 13,330% (13,472%); e Jan/33 a 13,455% (13,589%).

Com fim de demanda de remessas, dólar dá sequência ao movimento de correção

O dólar à vista registrou mais uma sessão de forte queda nesta sexta-feira, dando sequência à correção vista na terça-feira (30/12), com o fim da demanda de remessas de lucros e dividendos de empresas para o exterior.

Dados de fluxo cambial divulgados hoje pelo BC confirmaram que houve forte saída de recursos do país pela conta financeira (US$ 5,816 bi) na semana do Natal (22 a 26/12).

A liquidez reduzida neste primeiro dia útil de 2026 também favoreceu o ajuste no câmbio, com investidores vislumbrando a manutenção da Selic em 15% pelo Copom pelo menos até março, o que favorece o “carry trade”.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,16%, a R$ 5,4256, após oscilar entre R$ 5,4166 e R$ 5,4760. Na semana, a moeda recuou 1,91%. Às 17h07, o dólar futuro para fevereiro recuava 1,03%, a $ 5,4620.

Lá fora, o índice DXY subia 0,15%, para 98,472 pontos. O euro recuava 0,26%, para US$ 1,1717. E a libra perdia 0,12%, a US$ 1,3451.

Petróleo tem queda modesta com sinalização de Maduro de negociar com os EUA

O petróleo fechou em leve baixa nesta sexta-feira, em uma sessão de poucos negócios, com investidores em compasso de espera pela reunião da Opep+, no próximo domingo (4), quando o cartel deverá manter os atuais níveis de produção no primeiro trimestre, buscando o equilíbrio entre oferta e demanda.

O mercado também monitora as tensões geopolíticas, com a Venezuela sinalizando disposição de negociar com os EUA. Ontem (1º), Nicolás Maduro disse em uma entrevista que o país está disposto a realizar um acordo para combater o narcotráfico.

O WTI para fevereiro caiu 0,17% na Nymex, para US$ 57,32 o barril. Já o Brent para março recuou 0,16% na ICE, para US$ 60,75 o barril.