Vai rolar: ONU discute crise na Venezuela
[05/01/26] O petróleo operava estável no fim da noite deste domingo, depois da captura relâmpago do presidente venezuelano, Nicolas Maduro. Apesar da turbulência geopolítica, a Opep+ confirmou ontem a aposta de não mexer na produção. Os mercados globais abrem sob a cautela da ofensiva de Trump, mas alguns profissionais de mercado não descartam impacto moderadamente positivo nos negócios domésticos.
A operação militar agita o início da semana importante em indicadores, com destaque na agenda para o payroll e o IPCA de dezembro na sexta-feira.
O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para hoje (12h), que terá participação do Brasil. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Turquia: CPI de dezembro
▪️ 08h00 – FGV: IPC-S de dezembro
▪️ 08h25 – BC: Pesquisa Focus
▪️ 12h00 – EUA: PMI/ISM industrial de dezembro
▪️ 15h00 – Secex: Balança comercial de dezembro
Eventos
▪️ 12h00 – Conselho de Segurança da ONU debate Venezuela em reunião extraordinária
2026 tem começo morno nos mercados
2026 começou morno nos mercados, com o Ibovespa em leve baixa, após subir mais de 30% em 2025, enquanto o dólar e os juros corrigiram parte dos excessos do fim do ano, provocados pelo ruído eleitoral do “Flávio Day” e pela demanda de remessas de fim de ano, antes do início da nova tributação de imposto de renda sobre dividendos.
Lá fora, a primeira sessão do ano não trouxe maiores novidades, com investidores à espera do anúncio de Trump sobre quem comandará o Fed a partir de maio.
Também é grande a expectativa sobre uma possível conversa entre Trump e Maduro, depois que o líder venezuelano se mostrou disposto a realizar um acordo com os americanos para combater o narcotráfico.
Bom fim de semana!
Fechamento: Ibovespa inicia 2026 em baixa com queda de frigoríficos, construtoras e Petrobras
O Ibovespa iniciou 2026 com baixa modesta, pressionado principalmente pela queda das ações dos frigoríficos e do setor de construção. O índice fechou em baixa de 0,36%, aos 160.538,69 pontos, após oscilar entre 160.059,14 e 161.956,56. O volume financeiro somou R$ 23,8 bilhões. Na semana, o Ibovespa ficou praticamente estável (+0,05%).
O governo chinês estipulou cotas para importação de carne bovina de diversos países. No caso do Brasil, que é o principal fornecedor para a China, a cota será de 1,106 milhão de toneladas neste ano. A cota é 26% menor que o montante de carne bovina exportado do Brasil para a China apenas no período de janeiro a novembro de 2025 (1,499 milhão de toneladas).
Minerva ON (-6,77%, a R$ 5,37) foi a maior queda do índice, enquanto MBRF ON (-1,70%, a R$ 19,64) reduziu as perdas perto do fechamento.
A lista de maiores baixas trouxe ainda as construtoras Cyrela ON (-3,77%, a R$ 23,96) e Direcional ON (-3,47%, a R$ 13,63). Petrobras ON (-0,83%, a R$ 32,30) e PN (-0,36%, a R$ 30,71) também pressionaram o índice, acompanhando o recuo do petróleo. Vale ON (+0,58%, a R$ 72,38) oscilou bastante durante a sessão, mas terminou no positivo.
O dólar à vista registrou mais uma sessão de forte queda nesta sexta-feira (-1,16%, a R$ 5,4256), dando sequência à correção vista na terça-feira (30/12), com o fim da demanda de remessas de lucros e dividendos de empresas para o exterior.
Em NY, após o impulso dos ativos do setor de tecnologia pela manhã, o segmento perdeu força, em uma sessão volátil e de baixa liquidez, típica de início de ano, com as bolsas terminando o primeiro pregão de 2026 mistas.
Dow Jones subiu 0,66% (48.382,39). S&P500 ganhou 0,19% (6.858,47). Já Nasdaq recuou 0,03% (23.235,63). Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: -0,36% | 160.538,69 pts
▫️ DOW JONES: +0,66% | 48.382,39 pts
▫️ S&P500: +0,19% | 6.858,47 pts
▫️ NASDAQ: -0,03% | 23.235,63 pts
▫️ DÓLAR: -1,16% | R$ 5,4256
▫️ EURO: -1,94% | R$ 6,3575
▫️ BITCOIN: +1,54% | US$ 89.780,00