Juros futuros fecham perto da estabilidade, após sessão volátil com Venezuela, com mercado à espera do IPCA
Os juros futuros mostraram volatilidade nesta segunda-feira, em uma sessão de agenda esvaziada de dados, enquanto investidores aguardam o IPCA fechado de 2025, na sexta-feira.
As taxas chegaram a subir no início dos negócios em meio ao clima de incertezas provocado pelo ataque dos EUA à Venezuela, depois passaram a cair com o maior apetite por risco nos mercados, mas encerraram o dia perto da estabilidade.
O primeiro boletim Focus de 2026 mostrou poucas variações em relação à semana passada. A projeção do IPCA/25 caiu de 4,32% para 4,31%, enquanto o IPCA/26 subiu de 4,05% para 4,06%.
No fechamento, o DI para janeiro de 207 marcava 13,700% (de 13,699% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,015% (13,053%); Jan/31 a 13,335% (13,322%); e Jan/33 a 13,485% (13,435%).
Dólar cai a R$ 5,40 com retomada de apetite por risco, mesmo após ataque de Trump à Venezuela
Depois de uma abertura em alta, com investidores cautelosos com a intervenção dos EUA na Venezuela, o dólar à vista inverteu o sinal e fechou em baixa diante do real nesta segunda-feira, com a retomada do apetite por risco dos investidores.
Lá fora, o dólar também recuava frente aos pares, após dado fraco de atividade nos EUA. O PMI industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo, para 47,9 pontos em dezembro, menor nível desde outubro de 2024, de 48,2 pontos em novembro.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,37%, a R$ 5,4055, após oscilar entre R$ 5,3958 e R$ 5,4533. Às 17h01, o dólar futuro para fevereiro caía 0,26%, a R$ 5,4415.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,16%, para 98,271 pontos. O euro subia 0,07%, a US$ 1,1727. E a libra ganhava 0,62%, para US$ 1,3544.
Petróleo fecha em alta diante de riscos ambíguos após ataque dos EUA à Venezuela
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, com os investidores ainda tentando digerir e projetar os efeitos dos ataques dos EUA à Venezuela, no fim de semana, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Especialistas ainda estão divididos e, para o Goldman Sachs, os riscos são “ambíguos” no curto prazo e negativos em um horizonte maior – para o qual o temor é de excesso de oferta.
Hoje, Maduro se declarou inocente na primeira audiência em um tribunal federal em Manhattan (NY). Ele é acusado de “narcoterrorismo” e conspiração para importação de cocaína para os EUA, em um processo judicial complexo, que deve se prolongar por meses.
O contrato do Brent para março fechou em alta de 1,66%, a US$ 61,76 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 1,74%, a US$ 58,32 por barril na Nymex.