Petróleo cai firme com tensões geopolíticas no radar
Em mais uma sessão bastante volátil, os contratos futuros de petróleo fecharam baixa nesta terça-feira. Após subirem pela manhã, os preços viraram com os investidores ainda confusos e traçando cenários sobre os impactos para a commodity após o ataque americano à Venezuela, no fim de semana.
O país produz pouco atualmente em termos relativos, mas detém a maior reserva do mundo, estimada em 303 bilhões de barris de petróleo bruto — cerca de um quinto do volume global, segundo a EIA.
Hoje, Trump chegou a comentar que há muito petróleo a ser explorado e isso trará os preços para baixo. Ele reiterou que seu time deve se reunir com empresas petrolíferas americanas ainda nesta semana para discutir o aumento da produção venezuelana.
As negociações para um eventual acordo de paz entre Rússia e Ucrânia também seguem no radar, o que poderia suspender as restrições aos russos e aumentar o fluxo da commodity, em meio um mercado que já dá sinais de excesso de oferta.
O contrato do Brent para março fechou hoje em baixa de 1,71%, a US$ 60,70 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro recuou 2,04%, a US$ 57,13 por barril na Nymex.
Ouro fecha em alta firme novamente e fica perto de máxima histórica
O ouro apresentou novamente uma forte valorização, dando continuidade ao movimento de ontem, aproximando-se da máxima histórica de fechamento.
O metal precioso chegou a ultrapassar a marca de US$ 4,5 mil por onça-troy nesta terça-feira, com a busca por ativos seguros em meio às turbulências geopolíticas.
O contrato do ouro para fevereiro fechou em alta de 1%, na Comex, cotado a US$ 4.496,10 por onça-troy.
Giro das 15h: Ibovespa busca os 164 mil pontos com ajuda de Vale
O apetite por risco contina embalando as bolsas tanto em NY (Dow Jones +0,86%; S&P500 +0,47%; Nasdaq +0,43%) como aqui (Ibovespa +1,24%, aos 163.873 pontos), com investidores deixando as preocupações sobre o ataque americano à Venezuela em segundo plano.
Petrobras ON (-0,88%) e PN (-0,79%) seguem a queda do petróleo, enquanto Vale ON (+3,25%) registra alta expressiva.
A agenda fraca de indicadores e a ausência de novos ruídos políticos em Brasília também ajudam o câmbio, com o dólar à vista em queda (-0,69%, a R$ 5,3682) pelo 4º dia seguido.
Os juros futuros operam mistos, com curtos perto da estabilidade (DI Jan/27 a 13,710%), enquanto médios e longos (Jan/29 a 12,975%; Jan/33 a 13,450%) seguem o alívio no câmbio.