Abertura: Dólar e juros oscilam de olho no mercado de trabalho americano

O dólar sobe ante o real, a R$ 5,3847 (+0,09%), depois de oscilar entre R$ 5,3917 e R$ 5,3690.

Isso acontece em meio ao desempenho misto da moeda ante emergentes e pares, com o DXY se estabilizando a 98,584 pontos (+0,04%).

Os juros futuros estão perto do ajuste, alternando viés de alta de baixa, enquanto os rendimentos dos Treasuries cedem.

Os mercados avaliam os primeiros números do mercado de trabalho americano previstos para esta semana e que precedem o payroll na sexta-feira.

As vagas criadas no setor privado em dezembro (ADP) acabam de sair e reportam 41 mil empregos, abaixo da expectativa de 48 mil.

A perda de novembro foi revisada para baixa de 29 mil, de um recuo de 32 mil.

O relatório JOLTs sai às 12h e prevê 7,60 milhões de vagas, ante 7,67 milhões em outubro.

Os dados do mercado de trabalho podem calibrar as expectativas de corte de juros do Fed e prevalecem sobre as tensões geopolíticas do momento.

Números mostrando enfraquecimento do mercado de trabalho corroboram as apostas de que o Fed reduzirá as taxas de juros mais duas vezes este ano.

O cenário, entretanto, é de crescentes divisões dentro do BC e de troca de presidente à frente.

Futuros de NY mistos no aguardo de dados de trabalho

Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq recuam -0,13% e -0,32%, respectivamente, após máximas históricas na sessão anterior, enquanto os futuros de Dow Jones estão estáveis com viés de alta (+0,04%). Ações de semicondutores, entre as maiores beneficiárias da alta de ontem, registram leve queda no pré-mercado e os fabricantes de chips de memória também se estabilizam.

A atenção se volta aos dados do mercado de trabalho. Os do setor privado (ADP) saem às 10h15 (consenso 48 mil, de 32 mil) e o relatório JOLTS (consenso de 7,60 mi), ao meio dia, precedendo o payroll na 6ªF. Os investidores aguardam informações confiáveis ​​após o shutdown recente, pois o mercado de trabalho em declínio tem sido um fator chave para a disposição do Fed em ignorar os riscos de inflação.

Um maior enfraquecimento reforçaria as expectativas de cortes nas taxas de juros, enquanto números mais fortes do que o esperado poderiam rapidamente reanimar os defensores de uma política monetária mais restritiva.

Petróleo cai após Trump dizer que Venezuela enviará milhões de barris aos EUA

O petróleo cai depois que Trump disse que a Venezuela fornecerá entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo a Washington, que serão vendidos a preço de mercado. A fala elevou preocupações com excesso de oferta em 2026 e, assim, o WTI/fev cai a US$ 56,84 (-0,51%) e o Brent/mar, a US$ 60,57 (-0,21%). Analistas alertaram que a reabertura da Venezuela pode demorar devido à potencial instabilidade política e à infraestrutura energética obsoleta do país, que impede a produção, mas os mercados também estão atentos ao cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia.

Os EUA apoiaram ampla coalizão de nações, principalmente europeias, que se comprometeram a fornecer garantias de segurança a Kiev, enquanto Moscou demonstra pouca abertura para encerrar o conflito. Qualquer cessar-fogo potencial entre a Rússia e a Ucrânia poderá resultar, eventualmente, no levantamento das sanções americanas contra Moscou, liberando mais petróleo.