CAGED – Nov/25

Por Departamento Econômico PicPay O mercado de trabalho brasileiro fechou com saldo líquido de 85.147 postos de trabalho formais durante o mês de novembro, mostrando estabilidade na comparação com o mês de outubro. Setorialmente, o setor de comércio apresentou o melhor desempenho do período, com saldo líquido de 78 mil vagas, obedecendo a sazonalidade já […]

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Foto: (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por Departamento Econômico PicPay

O mercado de trabalho brasileiro fechou com saldo líquido de 85.147 postos de trabalho formais durante o mês de novembro, mostrando estabilidade na comparação com o mês de outubro. Setorialmente, o setor de comércio apresentou o melhor desempenho do período, com saldo líquido de 78 mil vagas, obedecendo a sazonalidade já esperada para o período. O desempenho pode ser explicado pela ocorrência de datas como a Black Friday e a preparação das empresas do ramo para as festas de fim de ano.

O setor de serviços, por sua vez, teve desempenho surpreendentemente positivo, com saldo líquido positivo de 75 mil vagas. Em sua composição, destacam-se os subgrupos de alojamento e alimentação e informação e comunicação. Enquanto o primeiro também é afetado por questões sazonais, como a maior demanda por serviços desta natureza no fim de ano e a maior demanda por mão de obra resultante do processo, o segundo possui uma raiz mais estrutural, tratando-se de um setor que vem apresentando forte crescimento nos últimos anos, demanda por profissionais de maior qualificação e baixa sensibilidade à política monetária.

Vale destacar ainda que a composição do dado se mostrou alinhada à da PNAD divulgada nesta manhã. Além dos pontos supracitados, o Caged apontou para o fechamento de postos de trabalho em setores mais sensíveis aos ciclos econômicos, como a indústria de transformação (-30.980) e construção (-23.804), ponto que reforça o argumento sobre a demanda por mão de obra ser um movimento orgânico, fruto da elevada resiliência dos serviços, não enfrentando restrições de ordem conjuntural e contando ainda com forte participação de componentes sazonais.

Sob a ótica salarial, os salários de desligamento apresentaram alta de 1,12% no comparativo mensal, enquanto os de admissão cresceram apenas 0,2%, composição que reforça os grandes números apresentados em termos de criação e fechamento de postos, uma vez que setores com nível salário médio mais elevado, como a indústria de transformação e construção, registraram saldo líquido negativo no período, enquanto a incorporação de novos trabalhadores no setores de comércio e serviços se deu em segmentos com renda média relativamente mais baixa frente aos demais segmentos.

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