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BDM Express: Mercados repercutem FED e BC hawk

Atualizado 21/09/2023 às 05:55:16

Mais três decisões de política monetária estão previstas para hoje: a do BoE inglês e do BC turco (às 8h) e da África do Sul (10h), após o Fed ter resgatado as chances de mais uma alta do juro e o Copom ter esvaziado as apostas de aceleração do ritmo de quedas, contratando mais dois cortes de 50pbs da Selic, que deverá fechar o ano em 11,75%. Nos dois casos, apesar da pausa nos EUA e da redução aqui, os BCs adotaram tom mais hawk, com alertas que devem repercutir nos mercados, nesta 5ªF.

Powell destacou a força da economia americana, com resistência “acima do esperado”, e o comunicado do BC voltou a citar o risco fiscal como ponto de preocupação, defendendo que o governo deve perseguir a meta de zerar o déficit primário em 2024.

O Copom reconhece o PIB mais forte e a piora do cenário externo, com as incertezas sobre o crescimento da China e a discussão sobre juros nos EUA, que podem gerar um câmbio mais desvalorizado e pressão inflacionária para o Brasil.

A sinalização de que não há espaço para cortes maiores da Selic, como parte do mercado apostava, ficou clara no plural usado para afirmar que o ritmo de 0,50pp será mantido “nas próximas reuniões”, ou seja, em novembro e dezembro.

O texto confirmou o estágio de desinflação, “que tende a ser mais lento”, mas ajustou levemente as suas projeções para o IPCA de 2023, de 4,9% para 5%, do IPCA de 2024, de 3,4% para 3,5%, e do IPCA de2025, de 3% para 3,1%.

Ao que tudo indica, o jogo no DI está dado até dezembro, quando expiram os mandatos de mais dois diretores da ala técnica. Depois disso, dependerá do que vai rolar, inclusive nos Estados Unidos, onde o gráfico de pontos deu um susto no mercado.

A manutenção da taxa dos Fed Funds entre 5,25% e 5,5%, era amplamente esperada, mas a revisão agressiva das projeções dos juros para 2024 (de 4,6% para 5,1%) e para 2025 (de 3,4% para 3,9%) pegou o investidor em NY de surpresa.

CME – Na ferramenta que monitora os futuros dos Fed Funds, a chance de os juros ficarem estáveis na faixa de 5,25% a 5,50% em novembro seguiam em torno de 72%, ontem à noite, mas a probabilidade de mais 25pbs em dezembro atingia perto de 40%.

AGENDA – A arrecadação federal será divulgada às 10h30 pela Receita e deve desacelerar para R$ 172,900 bilhões em agosto, de acordo com a mediana das estimativas em pesquisa Broadcast. De volta ao Brasil, Haddad almoça hoje com RCN (12h30), em day after de Copom.

LÁ FORA – O consenso ainda é de que o BCE inglês (BoE) promoverá nesta 5ªF a última alta do ciclo de aperto. Christine Lagarde (BCE) profere palestra em evento às 11h. No mesmo horário, na zona do euro, a Comissão Europeia divulga a leitura preliminar de setembro do índice de confiança do consumidor. Nos EUA, sai o auxílio-desemprego (9h30) e, às 11h, as vendas de moradias usadas em agosto. Em NY, prossegue hoje a Assembleia Geral da ONU. Lula voltou na noite de ontem.

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