Juros futuros já testam os 14% em alguns vértices, de olho em Copom mais hawkish após pacote

Os juros futuros voltaram a ganhar quase 50 pb em prêmios nesta quinta-feira, com alguns vencimentos alcançando a casa dos 14%, diante da má receptividade do pacote de medidas de cortes de gastos e do anúncio da isenção de IR para salários até R$ 5 mil.

Economistas não conseguiram chegar aos mesmos números do governo, de economia de R$ 70 bilhões com as medidas, e estimaram uma redução da ordem de R$ 45 bilhões nos próximos dois anos. Além disso, cresceu a preocupação com a trajetória da inflação por conta da disparada do dólar e da injeção de recursos na economia decorrente da ampliação da isenção do IR.

Também há dúvidas se a tributação sobre os super-ricos compensará integralmente a vantagem fiscal aos assalariados. Tais medidas, além da incerteza fiscal, deverão levar o BC a acelerar e ampliar a duração do atual ciclo de alta da Selic, avaliam os agentes do mercado.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,910% (de 13,500% no fechamento de ontem); Jan/27 a 14,040% (13,620%); Jan/29 a 13,910%, na máxima do dia (13,450%); Jan/31 a 13,750% (13,290%); e Jan/33 a 13,630% (13,160%).

(Téo Takar)

Dólar testa os R$ 6 após decepção dos investidores com pacote fiscal

O dólar atingiu a inédita marca de R$ 6 no pior momento desta quinta-feira, refletindo a piora da percepção de risco fiscal do país, após os investidores ficarem decepcionados com o pacote fiscal divulgado pelo governo e com a decisão de anunciar as medidas de redução de gastos junto com a isenção de IR de até R$ 5 mil e a tributação dos mais ricos, o que gera incerteza sobre a efetividade de ambas para o resultado das contas públicas.

Economistas colocaram em xeque a magnitude das medidas, que devem gerar economia de apenas cerca de 60% dos R$ 70 bilhões planejados pelo governo. Além disso, há dúvidas se o Congresso aprovará integralmente as medidas e na velocidade desejada, uma vez que o impasse sobre o pagamento de emendas parlamentares continua.

O dólar à vista fechou em alta de 1,29%, a R$ 5,9895, novo recorde histórico nominal. A moeda americana oscilou entre R$ 5,9463 e R$ 6,0036, também recorde histórico intradia. Às 17h11, o dólar futuro para dezembro subia 0,64%, a R$ 5,9975.

Lá fora, o feriado nos EUA limitava a liquidez nos mercados de moedas. O índice DXY marcava leve alta de 0,06%, aos 106,150 pontos. O euro caía 0,12%, a US$ 1,0555. E a libra subia 0,06%, para US$ 1,2687.

(Téo Takar)

Petróleo sobe após Opep+ adiar reunião para próxima semana

O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, com investidores à espera da reunião da Opep+, que foi adiada de domingo (01/12) para próxima quinta-feira (5/12).

A expectativa é que o cartel adie por mais alguns meses seu plano de retomada da produção, especialmente após Israel e o Hezbollah anunciarem um cessar-fogo nesta semana, o que tirou pressão sobre os preços da commodity.

A sessão foi de liquidez reduzida devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA.

O Brent para fevereiro fechou em alta de 0,66%, a US$ 72,78 o barril na ICE. O WTI para janeiro era negociado em alta de 0,25% no pregão eletrônico da Nymex, a US$ 68,89 o barril.