Ativos domésticos se acomodam após mensagens de Lira e Pacheco; NY renova recordes em pregão curto

[29/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Depois de uma abertura nervosa do mercado local, com o dólar atingindo os R$ 6,11 e os investidores ainda repercutindo mal as medidas do pacote fiscal anunciado ontem pelo governo, os ativos domésticos se acomodaram no início da tarde após declarações dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

Ambos reforçaram o compromisso do Congresso com as medidas e deixaram claro que a ampliação da isenção do imposto de Renda até R$ 5 mil ficará para um segundo momento, em 2025.

Conforme Pacheco, a isenção do IR “vai acontecer se, e somente se, nós tivermos condição, em termos fiscais, de poder implementá-la”.

Há pouco, o Ibovespa marcava alta de 0,28%, aos 124.962 pontos, enquanto o dólar tinha alta moderada de 0,41%, a R$ 6,0139.

Os juros futuros operavam mistos, com vencimentos médios e longos em baixa (DI Jan/29 a 13,845%; Jan/31 a 13,670%), enquanto os curtos subiam (Jan/26 a 13,975%; Jan/27 a 14,070%), na esteira das declarações de Gabriel Galípolo no almoço de fim de ano da Febraban.

O futuro presidente do BC disse que “”eventualmente, o BC terá que ter o pé um pouco mais pesado no freio para não permitir um aquecimento da economia a ponto de pressionar a inflação”, abrindo espaço para o Copom ampliar o ritmo de aperto monetário nas próximas reuniões.

Em NY, as bolsas fecharam mais cedo por conta da sessão de ‘black friday’ no meio do feriado de Ação de Graças. Dow Jones (+0,42%, aos 44.910,65 pontos) e S&P500 (+0,56%, aos 6.032,38 pontos) renovaram recordes de fechamento. O Nasdaq subiu 0,83% (19.218,17).

Os juros dos Treasuries recuam (T-Note de 2 anos a 4,1757%; T-Note de 10 anos a 4,1898%), mas o mercado de títulos também fecha mais cedo hoje, às 16h (de Brasília).

(Téo Takar)

Bolsas europeias sobem após dados de inflação e declarações de membros do BCE

As bolsas europeias voltaram a subir nesta sexta-feira, com investidores analisando os dados de inflação na região e comentários de membros do BCE.

François Villeroy de Galhau afirmou que o BCE deve continuar a reduzir as taxas de juros e previu que a inflação na zona do euro deve atingir 2% no 1SEM25.

O CPI preliminar de novembro subiu 2,3% na comparação anual, levemente abaixo da previsão (+2,4%). O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,58%, aos 510,25 pontos.

Em Paris, o CAC 40 avançou 0,78%. Em Frankfurt, o DAX teve alta de 1,04%. E em Londres, o FTSE100 subiu 0,07%. No mês, o Stoxx600 caiu 0,13%; o FTSE100 subiu 1,35%; o DAX ganhou 1,93%; e o CAC40 recuou 2,35%.

Ibovespa termina sessão com forte baixa diante da decepção do mercado com pacote fiscal, em dia sem NY

[28/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em baixa de 2,40%, aos 124.610,41 pontos, com volume de R$ 27,5 bilhões, repercutindo a decepação do mercado com o pacote de corte de gastos do governo, cuja divulgação incluiu o anúncio da proposta de isenção de IR a rendas de até R$ 5 mil e a tributação dos mais ricos.

Papéis ligados ao ciclo econômico foram os mais afetados diante do aumento dos juros futuros (DI Jan26 a 13,910%), com MRV liderando o ranking negativo, caindo 14,10%, a R$ 5,30.

As blue chips também ficaram no vermelho: Petrobras ON (-1,67%; R$ 41,75), Petrobras PN (-1,03%; R$ 38,59) e Vale (-1,03%; R$ 57,53).

O dólar à vista chegou a atingir a inédita marca de R$ 6, refletindo a piora da percepção de risco fiscal do país, e fechou em alta de 1,29%, a R$ 5,9895, novo recorde histórico nominal.

Já os mercados ficaram fechados em NY, por conta do feriado de Ação de Graças nos EUA.

(Igor Giannasi)