Dólar renova recorde, mas fecha longe da máxima com compromisso de Lira e Pacheco em aprovarem medidas com rapidez

O dólar à vista bateu novo recorde intradia nesta sexta-feira, aos R$ 6,1155, ainda repercutindo o anúncio do pacote de medidas fiscais e isenção de imposto de renda para salários até R$ 5 mil, mas a moeda se acomodou a partir do início da tarde, com declarações dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

Ambos anunciaram apoio às medidas e defenderam a celeridade na aprovação pelo Congresso, mas ponderaram que a isenção de imposto até R$ 5 mil ficará para um segundo momento e somente será aprovada se houver compensação à perda de arrecadação.

O ambiente externo também colaborou, com o dólar perdendo força frente às principais divisas emergentes, em um movimento de correção de ganhos, após a alta expressiva acumulada desde a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas.

O dólar à vista fechou em alta de 0,20%, a R$ 6,0012, novo recorde de fechamento. Às 17h32, o dólar futuro para janeiro recuava 0,79%, a R$ 5,9920.

Lá fora, o índice DXY caía 0,40%, aos 105,712 pontos. O euro subia 0,28%, para US$ 1,0584. E a libra tinha alta de 0,42%, a US$ 1,2741.

(Téo Takar)

Petróleo recua mesmo diante da baixa do dólar, com preocupação sobre demanda em foco

A questão da demanda global voltou a concentrar as atenções do mercado de petróleo nesta sexta-feira, conforme investidores assimilam a melhora do ambiente geopolítico no Oriente Médio e aguardam a confirmação da decisão da Opep+, adiada para próxima semana, de não elevar a produção do cartel nos próximos.

Nem mesmo a correção do dólar frente a outras moedas (DXY -0,38%) foi suficiente para reverter o viés de baixa da commodity.

O WTI para janeiro fechou em baixa de 1,05%, a US$ 68,00 o barril na Nymex. O Brent para fevereiro recuou 1,29%, a US$ 71,84 o barril na ICE. No acumulado do mês, o WTI recuou 2,74% e o Brent perdeu 2,10%.

Ouro sobe no dia com foco no conflito entre Ucrânia e Rússia, mas acumula perda no mês com dólar forte

O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, apoiado pela correção do dólar frente aos pares (DXY -0,31%) e pela piora nas tensões entre Ucrânia e a Rússia.

O contrato para dezembro subiu 0,65%, para US$ 2.657,00 por onça-troy na Comex. Porém, no acumulado de novembro, o metal recuou 3,4%, diante da forte valorização da moeda americana e do avanço dos juros dos Treasuries após a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA.