Ouro recua com dólar forte em meio à crise política na França e ameaça de Trump contra o BRICS

O ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, refletindo a valorização do dólar frente às principais moedas (DXY +0,69%) por causa da crise política na França e da ameaça protecionista de Donald Trump contra o BRICS, caso os países do bloco levem adiante o plano de criar uma moeda de comércio alternativa ao dólar.

O contrato do metal precioso para dezembro caiu 0,83%, a US$ 2.634,90 por onça-troy na Comex.

Ativos domésticos tentam recuperação, mas cenário externo ainda mantém dólar em alta

[02/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O mercado doméstico ensaia uma recuperação nesta tarde, com o Ibovespa virando para terreno positivo (+0,08%, aos 125.764 pontos), o dólar à vista (+0,81%, a R$ 6,0488) se afastando da máxima histórica renovada mais cedo (R$ 6,0919), e os juros futuros devolvendo até 7 pb (DI Jan26 a 13,825%; Jan27 a 13,975%; Jan29 a 13,770%).

Operadores avaliam que os ativos de proteção estão esticados demais, dada a falta de novos fatos que justifiquem a continuidade do mau humor dos investidores no ambiente doméstico, especialmente com a questão fiscal.

O contraponto fica com o cenário externo, com Donald Trump fazendo nova ameaça protecionista, dessa vez dirigida aos países do BRICS, e o impasse político na França em torno do orçamento do país para 2025.

O dólar avança sobre outras moedas (DXY +0,71%), especialmente sobre o euro (-0,87%, a US$ 1,0485).

Os juros dos Treasuries operam majoritariamente em alta (T-Note de 2 anos a 4,1951%) e os índices das bolsas em NY seguem com sinais opostos (Dow Jones -0,35%; S&P500 +0,24%; Nasdaq +0,99%.

(Téo Takar)

Bolsas europeias fecham em alta, mas crise política na França limita CAC40

As bolsas da Europa fecharam em alta, porém os ganhos na França foram limitados pela crise política no país, que reforça a preocupação dos investidores com o cenário fiscal.

O governo do primeiro-ministro Michel Barnier segue ameaçado, em um movimento que pode ter impactos na da dívida francesa. Por outro lado, a expectativa de cortes de juros pelo BCE neste mês manteve os investidores com apetite por ativos de risco.

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,66%, a 513,61 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu apenas 0,02%. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,57%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,31%.