Dólar em alta impede tentativa de correção dos juros futuros
Os juros futuros ensaiaram uma correção nesta segunda-feira, após acumularem alta de mais de 60 pb apenas na semana passada por causa do mal-estar provocado pelo pacote fiscal. Porém, o novo avanço do dólar frente ao real, após as ameaças protecionistas feitas por Donald Trump contra os países do BRICS, acabou impedindo um alívio nas taxas.
As declarações de Gabriel Galípolo, descartando uma intervenção no câmbio, trouxeram apenas um alívio pontual ao câmbio e aos DIs durante a sessão.
O boletim Focus desta segunda-feira mostrou nova piora nas expectativas de inflação para 2024, de 4,63% para 4,71%; para 2025, de 4,34% para 4,40%; e para 2026, de 3,78% para 3,81%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,880% (de 13,890% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,085% (14,040%); Jan/29 a 13,865% (13,800%); Jan/31 a 13,680% (13,600%); e Jan/33 a 13,540% (13,460%).
(Téo Takar)
Ameaça de Trump dá novo fôlego ao dólar, mesmo após Galípolo descartar intervenção no câmbio
O dólar renovou seus recordes de fechamento e de máxima intradia perante o real nesta segunda-feira, com o cenário externo pesando contra a divisa brasileira.
A ameaça protecionista feita no fim de semana por Donald Trump, de taxas em até 100% os produtos do BRICS, caso os países do bloco sigam adiante no plano de criar uma moeda própria de comércio, como alternativa ao dólar, pesou sobre as divisas do bloco econômico.
Além disso, a crise política na França em torno do Orçamento do país para 2025 colaborava para enfraquecer o euro.
No ambiente doméstico, a questão fiscal continuou incomodando os investidores, porém as declarações de Gabriel Galípolo, de que o BC somente atuará no câmbio em caso de disfuncionalidade, ajudaram a afastar o dólar das máximas.
Galípolo acrescentou que não haverá mudança na política cambial com a chegada de Nilton David na diretoria do BC.
O dólar à vista fechou em alta de 1,11%, a R$ 6,0680, após oscilar entre R$ 5,9959 e R$ 6,0919. Às 17h04, o dólar futuro para janeiro de 2025 subia 1,54%, a R$ 6,0935.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,66%, para 106,434 pontos. O euro caía 0,81%, a US$ 1,0492. E a libra perdia 0,68%, a US$ 1,2650.
(Téo Takar)
Petróleo fica estável, com dólar forte limitando efeitos de dados positivos na China
O petróleo fechou perto da estabilidade nesta segunda-feira, com o dólar forte (DXY +0,65%) limitando o viés de alta nos preços após dados de atividade positivos na China e com a expectativa em torno da reunião da Opep+, marcada para quinta-feira, quando o cartel deve adiar novamente seus planos de ampliação da produção.
O Brent para fevereiro recuou apenas 0,01%, a US$ 71,83 por barril, na ICE. O WTI para janeiro teve leve alta de 0,15%, a US$ 68,10 por barril, na Nymex.