Juros disparam e bolsa sobe após PIB do 3TRI; bolsas em NY patinam com tensões geopolíticas
[3/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Os juros futuros voltam a subir com força nesta terça-feira, com os vencimentos curtos e médios operando acima dos 14% (DI Jan/26 a 14,015%; Jan/27 a 14,290%; Jan/29 a 14,120%), após o crescimento levemente acima do esperado do PIB no 3TRI24 reforçar a avaliação do mercado de que o Copom terá que ser mais duro para conter a pressão inflacionária diante de uma economia ainda bastante aquecida.
O resultado do Governo Central divulgado há pouco mostrou superávit de R$ 40,811 bilhões em outubro, o segundo melhor da série histórica, mas pouco abaixo das expectativas (+R$ 41,350 bilhões), e sem força para melhorar a percepção sobre o risco fiscal.
A resiliência da economia doméstica dá fôlego ao Ibovespa (+0,54%, aos 125.907 pontos), enquanto o dólar à vista opera de lado (+0,08%, a R$ 6,0726), a despeito da queda da divisa americana frente aos pares no exterior (DXY -0,32%).
Em NY, as bolsas operam sem direção (Dow -0,09%; S&P500 estável; Nasdaq +0,17%), enquanto os juros dos Treasuries operam perto da estabilidade (T-Note de 2 anos a 4,1506%) em meio ao pipocar de crises mundo afora. Hoje, foi a vez do presidente da Coreia do Sul surpreender com a decretação de lei marcial, derrubada mais tarde pelo Congresso do país.
(Téo Takar)
Bolsas europeias sobem na expectativa de cortes de juros pelo BCE; alta do petróleo embala ações do setor
As bolsas europeias voltaram a subir, com investidores reforçando as apostas em um corte de juros na próxima reunião do BCE. A forte alta do petróleo sustentou os ganhos das ações do setor (BP +1,84%; Shell +1,67%; Eni +0,96%).
A alta nos ativos europeus ocorre a despeito da crise política que ameaça derrubar o governo do primeiro-ministro francês, Michel Barnier.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,37%, aos 515,53 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,42% e renovou seu recorde de fechamento, aos 20.016,75 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,26%. E em Londres, o FTSE100 avançou 0,56%.
Ibovespa acaba sessão em baixa, sob pressão de bancos; NY fica sem direção única, com destaque para techs
[2/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 0,34%, aos 125.235,54 pontos, pressionado especialmente pela performance negativa do sistema financeiro, setor puxado por Bradesco PN (-2,14%; R$ 12,36), ainda com a preocupação com a questão fiscal no foco, após a decepção dos investidores com pacote fiscal do governo. O volume do dia somou R$ 24,4 bilhões.
Entretanto, as perdas do índice foram limitadas pelo desempenho de Vale (+0,24%; R$ 58,92) e Petrobras. O papel ON da petrolífera ganhou 0,26%, a R$ 42,73, e o PN teve elevação de 0,64%, a R$ 39,15.
O dólar à vista fechou em alta de 1,11%, a R$ 6,0680, renovando o recorde de fechamento. Já os juros futuros ensaiaram correção (DI Jan26 a 13,880%).
Em NY, as bolsas ficaram sem direção única, com destaque para as ações de tecnologia, em uma semana que reserva falas do presidente do Fed, Jerome Powell, na quarta-feira (4), e o payroll na sexta-feira (6).
Dow Jones caiu 0,29% (44.782,00). S&P500 subiu 0,24% (6.047,15). Nasdaq avançou 0,97% (19.403,95). Os retornos dos Treasuries também subiram.
(Igor Giannasi)