Natura se destaca entre as maiores altas com foco em resolução sobre caso da Avon
As ações da Natura se destacam entre as maiores altas do Ibovespa, avançando, por volta das 14h24, 4,00%, a R$ 14,57.
A avaliação de analistas é de que o mercado está precificando antecipadamente uma resolução favorável à empresa em relação a audiência que ocorre nesta quarta-feira para tratar das pendências da Avon Products com seus credores no âmbito do Chpater 11, já que eles próprios já haviam concordado com os termos do acordo divulgado em novembro.
Além disso, também contribuem para performance o recuo dos juros futuros.
Crescimento do PIB no 3TRI impulsiona Ibovespa; em NY, S&P500 e Nasdaq renovam recordes
[3/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O crescimento do PIB no 3TRI ante o trimestre anterior impulsionou o Ibovespa nesta terça-feira, fechando em alta de 0,72%, aos 126.139,20 pontos. O volume somou R$ 21,7 bilhões.
Impactados pelo baixo fluxo da sessão, Petrobras teve ganhos moderados (ON: +0,12%; R$ 42,78 e ON: +0,89%; R$ 39,50, máxima do dia) e Vale recuou 0,76% (R$ 58,47), na mínima.
O dólar à vista interrompeu sequência de recordes e fechou em baixa de 0,16%, a R$ 6,0584. Os juros futuros voltaram a disparar (DI Jan26 a 13,995%).
Em NY, as bolsas terminaram a sessão sem direção única, com S&P500 (+0,05%; 6.049,88) e Nasdaq (+0,40%; 19.480,91) renovando recordes de fechamento, em meio ao relatório Jolts de outubro ter vindo um pouco acima do esperado e diante de incertezas geopolíticas com a situação na Coreia do Sul e no Oriente Médio. Já Dow Jones caiu 0,17% (44.705,53).
Os retornos dos Treasuries também ficaram mistos.
(Igor Giannasi)
Economia aquecida e incerteza fiscal levam juros futuros a consolidarem aposta de alta de 0,75pp da Selic
Depois de uma pequena pausa ontem, os juros futuros voltaram a disparar nesta terça-feira, levando a ponta curta e o miolo da curva a fecharem acima da casa dos 14%. O crescimento levemente acima do esperado do PIB no 3TRI24 reforçou a avaliação do mercado de que o Copom terá que apertar o passo, com uma alta de 0,75 pp da Selic neste mês, para fazer frente à pressão inflacionária diante de uma economia ainda bastante aquecida.
Os DIs longos também subiram com força, ainda refletindo a incerteza fiscal. O resultado do Governo Central trouxe superávit de R$ 40,811 bilhões em outubro, o segundo melhor da série histórica, mas pouco abaixo das expectativas (+R$ 41,350 bilhões), e sem força para melhorar a percepção do mercado sobre o risco fiscal.
As taxas esboçaram uma melhora pontual no meio da tarde com o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, declarando que o resultado fiscal deste ano deverá ficar um pouco acima do piso da meta, “mais para déficit de 0,2% do que para 0,25% do PIB”.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,995% (de 13,880% no fechamento de ontem); Jan/27 a 14,260% (14,085%); Jan/29 a 14,105% (13,865%); Jan/31 a 13,920% (13,680%); Jan/33 a 13,770% (13,540%).
(Téo Takar)