Dólar recua com desaceleração do emprego nos EUA reforçando aposta em corte de juros pelo Fed

O dólar à vista deu sequência ao movimento modesto de correção nesta quarta-feira, em linha com o recuo da moeda americana no exterior, com investidores otimistas com um novo corte de juros pelo Fed neste mês, enquanto monitoram o noticiário doméstico sobre o pacote fiscal.

O mercado gostou das declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira, sinalizando que pretende acelerar a tramitação dos projetos que tratam do corte de gastos, embora tenha admitido que o governo pode enfrentar dificuldades em aprovar as medidas como planejado devido ao descontamento dos parlamentares com o acordo sobre o pagamento das emendas.

Lá fora, a desaceleração do número de empregos no relatório da ADP ajudou a reforçar as apostas em um corte de 25 pb pelo Fed. Jerome Powell comentou que a “inflação está em queda” e que “estamos a caminho de levar taxa de juros para o nível neutro”, porém fez ressalvas sobre o risco fiscal dos EUA e evitou antecipar qualquer estratégia do Fed sobre os planos protecionistas de Trump.

Já o Livro Bege mostrou que empresas de vários distritos estão preocupadas com o efeito inflacionário representado pelas tarifas.

O dólar à vista fecha em baixa de 0,18%, a R$ 6,0477, após oscilar entre R$ 6,0207 e R$ 6,0734. Às 17h13, o dólar futuro para janeiro recuava 0,03%, a R$ 6,0585.

Lá fora, o índice DXY tinha leve baixa de 0,04%, aos 106,326 pontos. O euro subia 0,04%, a US$ 1,0512. E a libra ganhava 0,22%, para US$ 1,2699.

(Téo Takar)

Petróleo recua na véspera da reunião da Opep+ que deve prorrogar redução da produção até fim de março

O petróleo fechou em baixa nesta quarta-feira, véspera da reunião da Opep+ que deverá prorrogar os cortes de produção do cartel e aliados pelo menos até o fim do 1TRI25, segundo fontes da Reuters.

A queda nos preços da commodity foi limitada pelo forte recuo dos estoques americanos de óleo bruto na semana passada, embora os estoques de gasolina tenham registrado alta inesperada.

As tensões no Oriente Médio, diante do provável fracasso do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, também foram monitoradas pelos investidores.

O Brent para fevereiro caiu 1,81%, a US$ 72,31 por barril, na ICE. E o WTI para janeiro recuou 2,00%, a US$ 68,54 por barril, na Nymex.

Ouro sobe de olho em corte de juros pelo Fed e tensões geopolíticas

O ouro voltou a subir nesta quarta-feira, com investidores otimistas sobre um novo corte de 25 pb nos juros pelo Fed neste mês após a ADP mostrar desaceleração do mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que monitoram tensões geopolíticas no Oriente Médio, Europa e Coreia do Sul.

O contrato para fevereiro subiu 0,31%, a US$ 2.676,20 por onça-troy na Comex.